Alexandre de Moraes foi indicado para assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo então presidente Michel Temer, em 2017.
Com as recentes notícias de supostas ligações de ministros com o caso do Banco Master, muitos se perguntam: quem o indicou ao Poder Judiciário?
Os ministros do STF são indicados pelo Presidente da República e precisam da aprovação do Senado Federal. A indicação de Moraes ocorreu no início de 2017, após a morte do ministro Teori Zavascki.
Na época, o indicado era filiado ao PSDB, havia sido secretário de Segurança Pública de São Paulo na gestão de Geraldo Alckmin e atuava como ministro da Justiça no governo Temer.
A sabatina de Moraes na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) durou quase 12 horas, resultando na aprovação do seu nome por 19 votos a 7. No plenário do Senado, a indicação foi confirmada por 55 votos a 13.
Crise no STF
O nome de Moraes voltou ao centro dos debates no País após uma sessão histórica no STF. Na última segunda-feira (15), os 11 ministros se reuniram para decidir se ele será julgado por suposta ligação com o caso do Banco Master e com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Além dele, o ministro André Mendonça também foi citado e aguarda a definição sobre sua inclusão no mesmo processo.
Mendonça é questionado por sua atuação na relatoria do Caso Master, na qual chegou a determinar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues — decisão que acabou posteriormente derrubada.
Troca de acusações no plenário
Apesar de a sessão de segunda-feira ter se prolongado ao longo de todo o dia, não houve definição sobre o julgamento. O ministro Flávio Dino pediu vista, e a análise do caso deve ser retomada nas próximas semanas.
Durante o julgamento, Moraes afirmou que Mendonça teria pedido a inclusão do seu nome no processo por motivações políticas. A acusação foi rebatida imediatamente por Mendonça, que declarou ser falsa a afirmação.
Em seguida, o ministro Gilmar Mendes criticou a conduta de André Mendonça na relatoria do processo, classificando a ordem de afastamento do chefe da PF como “condução político-eleitoral” e questionando a origem de vazamentos internos no tribunal. Mendonça reagiu exigindo respeito no plenário.




