A Anvisa aprovou um novo medicamento para diabetes tipo 2 que combina insulina e semaglutida em uma única solução injetável. Chamado Kyinsu, o produto terá aplicação uma vez por semana e é voltado a pacientes que precisam intensificar o controle da glicemia.
O registro foi publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira (28). O medicamento reúne insulina icodeca e semaglutida e terá apresentações em sistema aplicador no formato de caneta.
Como funciona a nova caneta para diabetes?
A principal novidade é reunir dois princípios ativos em uma única aplicação semanal. A insulina icodeca tem ação prolongada, enquanto a semaglutida atua de forma semelhante ao hormônio GLP-1.
Segundo a Anvisa, o Kyinsu é o primeiro medicamento a combinar uma dose fixa de insulina basal e um agonista do receptor de GLP-1 para administração semanal.
A aplicação ocorre por injeção subcutânea, ou seja, sob a pele. Entre os locais indicados estão coxa, braço e barriga.
Leia também:
- Anvisa aprova 14 novas canetas para diabetes e obesidade em 2026; veja lista e preços
- Canetas emagrecedoras causam flacidez? Entenda os impactos da perda rápida de peso
Quem poderá usar o Kyinsu?
O medicamento é indicado para adultos com diabetes mellitus tipo 2 que não conseguem controlar adequadamente a doença com insulina basal ou medicamentos agonistas do receptor de GLP-1.
O tratamento também funciona como complemento à alimentação, exercícios físicos e outros medicamentos antidiabéticos orais, conforme a indicação médica.
A aprovação do registro permite a comercialização do produto no Brasil, mas o uso deve seguir orientação médica.
Quais são as apresentações do medicamento?
A Anvisa registrou seis apresentações diferentes do Kyinsu. Duas delas contêm 300 U de insulina icodeca e 0,86 mg de semaglutida em 0,43 ml.
As outras quatro possuem concentração de 700 U/ml de insulina icodeca e 2 mg/ml de semaglutida, em cartuchos de 1 ml ou 1,5 ml. Algumas apresentações também incluem agulhas.
O registro do Kyinsu foi concedido à Novo Nordisk Farmacêutica do Brasil e tem validade até setembro de 2036.
Leia também:




