As canetas para diabetes e obesidade ganharam 14 novas opções aprovadas pela Anvisa em 2026. A lista reúne dez medicamentos de semaglutida, três de liraglutida e uma nova apresentação do Mounjaro, à base de tirzepatida.
A ampliação ocorreu principalmente após o fim da exclusividade da semaglutida no Brasil, em março. Com isso, novas fabricantes conseguiram registrar versões similares e genéricas da substância.
Apesar do aumento das opções e da possibilidade de preços menores, especialistas alertam que os medicamentos não devem ser escolhidos apenas pelo custo ou pelo potencial de perda de peso.
Quais são as novas canetas para diabetes e obesidade aprovadas?
Entre as canetas para diabetes e obesidade aprovadas pela Anvisa neste ano, a semaglutida concentra a maior parte dos novos registros.
Veja as dez opções de semaglutida registradas em 2026:
- Ozivy, da EMS, aprovado em 26 de maio;
- Semavy, da Cosmed, aprovado em 29 de julho;
- Owozy, da Ávita Care, aprovado em 29 de julho;
- Zempneo, da Brainfarma, aprovado em 29 de julho;
- Seemasun, da Sun Farmacêutica, aprovado em 29 de julho;
- Orsema, da Ranbaxy, aprovado em 29 de julho;
- Semaglutida genérica da EMS, aprovada em 17 de agosto;
- Semaclique, da Germed, aprovado em 17 de agosto;
- Semaglutida genérica da Germed, aprovada em 24 de agosto;
- Yluméc, da EMS, aprovado em 31 de agosto.
A semaglutida ficou conhecida principalmente por medicamentos como Ozempic e Wegovy. A substância atua em receptores de GLP-1 e pode ajudar no controle da glicose, da fome e da sensação de saciedade.
Nem todos os novos produtos, porém, têm indicação autorizada para emagrecimento. Vários registros citados são voltados ao tratamento de adultos com diabetes tipo 2 insuficientemente controlado.
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Quanto custam as novas canetas?
Os valores variam conforme o medicamento e ainda não estão definidos para todas as novas opções.
O Ozivy, da EMS, chegou às farmácias com preços anunciados entre R$ 452 e R$ 498 por caneta. Já o Ozempic aparece por cerca de R$ 975 a R$ 999, dependendo da apresentação e das condições de compra.
No caso dos genéricos, a legislação prevê preço pelo menos 35% menor que o medicamento de referência. Considerando os valores de lançamento citados para o Ozivy, a estimativa ficaria entre aproximadamente R$ 293 e R$ 323.
Parte dos produtos recém-aprovados ainda precisa cumprir etapas antes de chegar às farmácias, incluindo a definição de preços pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, a CMED.
Liraglutida também ganha novas opções
A liraglutida também recebeu novos registros em 2026. Entre eles estão o Liraclick, da Germed, e dois medicamentos genéricos produzidos pela EMS.
A EMS já comercializa o Olire, voltado ao tratamento da obesidade, e o Linux, indicado para diabetes tipo 2. Segundo os valores anunciados por grandes redes de farmácias, ambos podem ser encontrados a partir de cerca de R$ 84.
Uma das principais diferenças está na frequência de aplicação. Enquanto semaglutida e tirzepatida costumam ter aplicação semanal, a liraglutida geralmente exige uso diário.
Mounjaro também teve nova versão aprovada
A Anvisa aprovou em março uma nova apresentação multidose do Mounjaro, medicamento da Eli Lilly que utiliza tirzepatida.
A tirzepatida atua sobre os hormônios GLP-1 e GIP e possui indicações autorizadas para diabetes tipo 2 e obesidade. Como a substância ainda está protegida por patente no Brasil, o Mounjaro continua sendo a única opção aprovada no país com esse princípio ativo.
Qual caneta escolher?
A escolha entre as canetas para diabetes e obesidade deve considerar o quadro de cada paciente, e não apenas preço ou capacidade de perda de peso.
Entre os fatores avaliados estão diabetes, obesidade, outras doenças, possíveis efeitos colaterais e a possibilidade de manter o tratamento por um período prolongado.
Esses medicamentos podem provocar sintomas gastrointestinais como:
- Náusea;
- Refluxo;
- Dor abdominal;
- Constipação; e
- Mudanças no funcionamento intestinal.
Por isso, a definição do tratamento precisa ocorrer com acompanhamento médico.
Como diabetes e obesidade são doenças crônicas, o custo também pode pesar na decisão. Um medicamento mais potente pode não ser a melhor alternativa caso o paciente não consiga manter o tratamento ao longo dos meses ou anos.
A lista atualizada de medicamentos autorizados e informações sobre registros pode ser consultada diretamente no portal da Anvisa.
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