O Setembro Verde chama atenção para a importância da doação de órgãos e busca ampliar a conscientização sobre o tema. A campanha reforça que pessoas idosas também podem ser doadoras, já que a idade, isoladamente, não impede a doação.
A possibilidade de doação, no entanto, depende da avaliação médica e das condições de saúde do potencial doador no momento da doação. Essa análise define se os órgãos podem ser aproveitados para transplantes.
A necessidade de ampliar a doação pode ser observada nos dados do Sistema Nacional de Transplantes. Em 2025, o Brasil registrou 4.335 doadores efetivos, com uma taxa de 20,3 doadores por milhão de habitantes. Segundo o sistema, esse foi o maior número já registrado no país.
Apesar da marca, a demanda por transplantes permanece alta. Atualmente, 49,4 mil brasileiros aguardam na fila, de acordo com os dados do Sistema Nacional de Transplantes.
Requisitos
Para pessoas com mais de 60 anos, a investigação pode ser ainda mais criteriosa em relação aos possíveis riscos futuros associados à retirada do órgão. A análise é individualizada e inclui exames de sangue e urina, avaliação da função renal, exames de imagem e avaliação cardiovascular.
]No caso de doadores vivos, a legislação brasileira estabelece regras diferentes de acordo com o grau de parentesco entre o doador e a pessoa que receberá o órgão. As possibilidades são:
- Parentes até o quarto grau e cônjuges: a doação pode ser realizada sem necessidade de autorização judicial;
- Pessoas sem esse grau de parentesco: a doação pode ocorrer, mas depende de autorização judicial.
Avaliação
A avaliação de um possível doador vivo é individualizada e considera as condições gerais de saúde e os riscos associados à retirada do órgão. O processo inclui exames de sangue e urina, análise da função dos rins, exames de imagem e avaliação cardiovascular.
Em pessoas com mais de 60 anos, a investigação pode ser mais detalhada devido à maior possibilidade de ocorrência de condições como hipertensão, diabetes e problemas cardiovasculares, que podem aumentar os riscos da cirurgia e da doação. A análise considera ainda a expectativa de vida, a possibilidade de manutenção da saúde com um único rim e se os riscos do procedimento são aceitáveis.
A idade, por si só, não exclui a possibilidade de doação em vida. A decisão depende dos resultados da avaliação médica e da condição de saúde apresentada pelo potencial doador.





