A decisão dos Estados Unidos de suspender os serviços consulares presenciais no Brasil foi apresentada pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A equipe pediu que o tribunal considere a medida ao analisar a investigação sobre suposta interferência externa nas eleições.
No pedido, a campanha também aponta um possível alinhamento entre as propostas apresentadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário na disputa pelo Palácio do Planalto, e as posições de Marco Rubio.
A argumentação inclui ainda uma carta assinada pelos senadores democratas Jeanne Shaheen, Tim Kaine e Peter Welch. No texto, os parlamentares alertam o governo americano sobre qualquer interferência no processo eleitoral brasileiro.
Para os advogados de Lula, os episódios representam um desdobramento de extrema gravidade de uma articulação que, segundo a defesa, seria conduzida pelos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro.
Eleições brasileiras
Uma apuração da agência Reuters aponta que integrantes da Agência Brasileira de Inteligência teriam alertado autoridades da França e da Alemanha sobre uma suposta interferência dos Estados Unidos e da Rússia no processo eleitoral brasileiro.
O assunto ganhou novo contexto nesta quinta-feira (1º), quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, durante conversa com jornalistas ao deixar a Casa Branca, que acompanha de perto a eleição brasileira e a considera “muito importante”. Ele também destacou a relevância do Brasil e disse que os brasileiros são “fantásticos”.
A declaração ocorre após Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pedir, na segunda-feira (28), durante um evento de campanha em Belém, que Trump não interferisse nas eleições brasileiras.




