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Lula defende reduzir maioridade penal para crimes hediondos

Presidente quer discutir a mudança após a aprovação da PEC da Segurança Pública
Lula em discurso, ao lado de bandeiras do Brasil e de outros símbolos, em um palco com microfones e expressão gesticulando com as mãos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) surpreendeu ao defender a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos. A declaração ocorreu nesta quinta-feira (15), durante uma sabatina no Jornal Nacional, da TV Globo, quando o candidato à reeleição respondeu a perguntas sobre segurança pública.

Lula defende redução da maioridade penal, mas considera que o assunto deve ser discutido separadamente da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que avança no Congresso Nacional.

“Meu pensamento, enquanto cidadão, eu sou a favor de reduzir a maioridade penal para todo e qualquer crime hediondo. Mas a PEC não estava discutindo isso. Eu sou favorável a reduzir para 16 anos, mas não nessa PEC. Aprova a PEC e aí discute isso”, afirmou.

Lula defende redução da maioridade penal: o que pode mudar?

A proposta defendida por Lula permitiria reduzir de 18 para 16 anos a idade de responsabilização criminal de adolescentes envolvidos em crimes hediondos, como homicídio qualificado, latrocínio e estupro.

Atualmente, a Constituição estabelece a maioridade penal aos 18 anos. Adolescentes que cometem atos infracionais respondem conforme as regras do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Para que a mudança aconteça, o Congresso precisaria aprovar uma alteração na Constituição.

A oposição, por sua vez, tenta incluir na PEC da Segurança Pública uma emenda que reduziria a maioridade penal para 14 anos em casos de crimes hediondos.

O que acontece agora com a PEC da Segurança Pública?

A PEC da Segurança Pública já passou pela Câmara dos Deputados e recebeu aprovação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, sem alterações.

Agora, o texto está pronto para votação em dois turnos no plenário do Senado, mas ainda não há uma data definida.

Durante a entrevista, Lula defendeu a aprovação da proposta para ampliar a participação do governo federal no combate à criminalidade.

O presidente também afirmou que pretende criar o Ministério da Segurança Pública após a aprovação da PEC, além de reforçar o combate às organizações criminosas.

“Precisamos asfixiar o crime organizado para libertar os territórios dos bandidos em todo o país”, declarou.

Lula também falou sobre Bolsa Família e economia

Além da segurança pública, Lula abordou propostas econômicas durante a sabatina.

O presidente defendeu um reajuste de 15% no Bolsa Família e afirmou que o crescimento econômico não deve acontecer por meio de cortes nos benefícios destinados à população mais pobre.

Ele também mencionou o fim da escala de trabalho 6×1, medidas de renegociação de dívidas para microempreendedores individuais (MEIs) e a promessa de transporte público gratuito nos fins de semana.

Sobre as tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, Lula afirmou que o Brasil ampliou as relações comerciais com outros países e que prefere negociar uma solução com o governo de Donald Trump.

Apesar disso, não descartou adotar medidas de reciprocidade caso as negociações não avancem.


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Autor

  • Bruna Santos

    Jornalista e redatora com experiência em produção de conteúdo digital. Atuou em portais de notícia, rádio e agências, escrevendo para áreas como finanças, saúde, direito e bem-estar. Pós-graduada em Comunicação e Marketing, se especializou em produção de conteúdo informativo para sites.

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