Três integrantes da Torcida Jovem do Santos receberam penas de 21 anos e quatro meses de prisão cada um por atacar torcedores do Palmeiras na estação Jardim Romano, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), no Itaim Paulista, zona Leste de São Paulo. Na terça-feira (27), o Tribunal do Júri decidiu condenar os réus pela morte de Claudio Fernando de Morais e pela tentativa de homicídio contra outro palmeirense. O ataque aconteceu em 26 de abril de 2015.
Como ocorreu o ataque na estação Jardim Romano
Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), os acusados esperaram as vítimas nas proximidades da estação, junto de outras pessoas, após uma partida entre Palmeiras e Santos pelo Campeonato Paulista. Na ocasião, o Palmeiras venceu o clássico por 1 a 0.
Assim que identificaram os torcedores rivais, os agressores partiram para o ataque. Eles usaram socos, chutes e barras de ferro para golpear as vítimas.
Claudio Fernando de Morais sofreu ferimentos graves. Embora tenha recebido atendimento médico, ele morreu no hospital. O outro torcedor também sofreu agressões, mas sobreviveu e deixou o local acompanhado da namorada de Claudio.
De acordo com a Promotoria, os acusados agiram por motivo fútil e utilizaram meios cruéis, além de dificultarem a defesa das vítimas.
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Juíza destaca intenções distintas nos ataques
Ao analisar o caso, a juíza Marcia Oshiro destacou que os réus praticaram ações diferentes contra cada vítima, apesar de os ataques terem ocorrido no mesmo local e em um curto intervalo de tempo.
Segundo a magistrada, os acusados não agiram por causa de um único impulso criminoso. Pelo contrário, a sentença aponta que eles realizaram atos distintos, com intenções independentes.
O promotor Pedro Bugarib apresentou a denúncia contra os acusados. Já o promotor Rodolfo Justino Morais representou o Ministério Público durante o julgamento no Tribunal do Júri.
Cinco acusados já receberam condenações
Com a decisão de terça-feira, cinco dos denunciados pelo ataque já receberam condenações. Anteriormente, em 2025, outros dois réus passaram por julgamento e receberam penas pelos mesmos crimes: o homicídio de Claudio Fernando de Morais e a tentativa de homicídio contra o segundo torcedor.
O caso ocorreu há mais de 11 anos e voltou ao centro das atenções com o novo julgamento dos integrantes da torcida organizada.




