Amigos do engenheiro ambiental e mestrando da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), de Marcelo de Oliveira Rocha, querem alterar o nome do Centro Acadêmico Nautilus para homenagear o jovem, que morreu após ser espancado durante um roubo em Santos, no litoral de São Paulo.
Marcelo participava de uma apresentação da Banda Esquerdantina, em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na madrugada de sábado (24). Ele se afastou do evento para ir ao banheiro, quando foi abordado e agredido por ao menos oito suspeitos, que transmitiram o crime em uma live.
A proposta ganhou apoio nas redes sociais após a publicação de uma nota de solidariedade e repúdio da entidade. A iniciativa foi divulgada por Nathalia Linhares, amiga de Marcelo. Em uma publicação nas redes sociais, ela defendeu que o centro acadêmico do campus Baixada Santista passe a se chamar Centro Acadêmico Marcelo de Oliveira Rocha.
Marcelo cursava mestrado em Ecologia Marinha na Unifesp, em Santos, e participava das atividades da comunidade acadêmica. Segundo os amigos, ele dedicou parte de sua trajetória à universidade e merece ser lembrado pela contribuição ao ambiente estudantil.
Homenagem ganhou apoio nas redes
A proposta de mudança de nome recebeu manifestações de apoio nos comentários da publicação do Centro Acadêmico Nautilus. “Queremos que o CA Nautilos seja CA Marcelo de Oliveira. O Ma dedicou e estava dedicando seus anos pela Unifesp, merece essa homenagem”, escreveu Nathalia Linhares.
Outra internauta também destacou a importância de Marcelo para a entidade e para os estudantes que conviveram com ele.
“A minha passagem pelo C.A. só foi feliz pois as pessoas que faziam parte da gestão eram pessoas maravilhosas. O Marcelo foi uma delas. Sem ele o Nautilus não seria o mesmo. Ele merece ser homenageado. CA Marcelo de Oliveira!”, comentou.
Até o momento, a iniciativa é um pedido de amigos e pessoas que passaram pelo centro acadêmico. Não há, nas informações divulgadas, confirmação de que a mudança de nome tenha sido aprovada oficialmente.
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O caso
Marcelo de Oliveira Rocha morreu após ser agredido na madrugada de 24 de outubro, em Santos. Na ocasião, ele participava de uma apresentação da Banda Esquerdantina, durante um ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo as informações divulgadas sobre o caso, o engenheiro se afastou do evento para ir ao banheiro quando foi abordado por um grupo de suspeitos e agredido. As agressões foram transmitidas ao vivo pela internet, e a conta utilizada pelo grupo foi posteriormente banida pelo TikTok.
A Polícia Civil investiga o caso como latrocínio, crime caracterizado pelo roubo seguido de morte. A investigação busca esclarecer as circunstâncias da ocorrência e identificar a participação de cada envolvido.
Em nota, a Polícia Civil informou que identificou oito suspeitos do crime. Dois são maiores de idade, de 18 e 19 anos, e seis são adolescentes: dois de 17 anos, três de 16 anos e um de 14 anos. Dois adolescentes foram apreendidos.

Adolescentes foram apreendidos suspeitos de integrar grupo que espancou Marcelo de Oliveira Rocha durante ato pró-Lula. Reprodução/Redes sociais
Investigação analisa imagens
Para identificar e localizar os agressores, os policiais analisam imagens de câmeras de monitoramento e de redes sociais do momento em que Marcelo foi abordado e agredido.
De acordo com a Prefeitura de Santos, não há câmeras municipais na via onde ocorreu o crime. No entanto, no domingo, com base em denúncia sobre as características dos suspeitos, o Centro de Controle Operacional (CCO) verificou câmeras do entorno e identificou imagens em que aparecem os indivíduos.
Conforme informou a administração pública, o material já foi entregue às autoridades policiais e a Secretaria Municipal de Segurança (Seseg) presta todo o suporte solicitado para ajudar na elucidação do caso.

Velório e sepultamento
O velório do engenheiro aconteceu na quarta-feira (28) no Cemitério Santana, conhecido como “Chora Menino”, no Imirim, Zona Norte de São Paulo. Já o sepultamento ocorreu no Cemitério Congonhas, no Jardim Marajoara, Zona Sul da capital.
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Manifestações de solidariedade
Em nota nas redes sociais, a Banda Esquerdantina lamentou a violência, cobrou rapidez na apuração e a punição dos envolvidos. “Manifestamos nossa solidariedade à vítima e seus familiares, bem como nosso firme repúdio à homofobia”, afirmou o grupo.
Com isso, a associação atlética do campus Baixada Santista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde Marcelo cursava o mestrado em Ecologia Marinha, também se manifestou e expressou “enorme indignação”. Os estudantes cobraram apuração rigorosa e responsabilização dos autores.
Em seguida, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), emitiu uma nota oficial de repúdio, expressando sua solidariedade a Marcelo, seus familiares, amigos e colegas, com o desejo de sua recuperação.
“A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) manifesta seu profundo repúdio à violência sofrida por Marcelo de Oliveira Rocha, estudante da instituição, brutalmente agredido na madrugada deste sábado (24/10), em Santos, no litoral paulista. Marcelo permanece hospitalizado, e seu estado de saúde é motivo de grande preocupação para toda a comunidade universitária. A Unifesp expressa sua solidariedade a Marcelo, seus familiares, amigos e colegas, com o desejo de sua recuperação. A gravidade do ocorrido exige a apuração rigorosa das circunstâncias e motivações da agressão, bem como a identificação e responsabilização dos envolvidos. Independentemente das motivações que venham a ser esclarecidas, a violência não pode ser naturalizada ou tolerada. O respeito à vida, à integridade das pessoas e ao direito à participação na vida pública constitui fundamento indispensável da convivência democrática.”, informou a nota.
A Unifesp suspendeu aulas do campus em luto por Marcelo de Oliveira na terça-feira (27).

Banda Esquerdantina emite nota oficial sobre o caso. Foto: Reprodução/Banda Esquerdantina




