Imagens de câmeras de segurança mostram dois homens encapuzados se aproximando de Ângelo Henrique da Silva de Oliveira, de 27 anos, antes de o jovem ser morto a tiros no Residencial Cosmos, em Campinas, no interior de São Paulo. Segundo a reportagem do VTV da Gente, os suspeitos atravessaram a rua e surpreenderam a vítima, que estava sentada de costas para eles. Agora, a Polícia Civil analisa as gravações e investiga se houve monitoramento prévio, inclusive por meio das redes sociais.
Imagens mostram aproximação dos suspeitos
As gravações exibidas pelo VTV da Gente mostram dois homens com roupas escuras e os rostos cobertos. Antes de chegar até Ângelo, a dupla estava do outro lado da rua. Em seguida, os suspeitos atravessaram e se aproximaram do jovem.
Naquele momento, Ângelo estava sentado em uma cadeira na calçada, de costas para os homens. Então, os suspeitos efetuaram diversos disparos. Pelo menos quatro tiros atingiram a vítima, inclusive nas regiões da cabeça e do tórax, conforme as informações divulgadas durante a cobertura.
As imagens também registraram a reação de pessoas que estavam nas proximidades. Enquanto algumas ficaram paralisadas diante dos disparos, outras correram para deixar o local.
Agora, a polícia busca identificar os dois homens. Para isso, as gravações podem ajudar a reconstruir o trajeto da dupla antes do ataque e durante a fuga.
Relembre o caso:
Polícia investiga possível monitoramento prévio
Além da dinâmica do homicídio, a investigação busca esclarecer se os suspeitos observaram a movimentação da vítima antes do crime.
Durante a reportagem, foram mencionadas informações sobre outras câmeras de segurança que podem ter registrado a circulação dos envolvidos na região. As imagens também podem ajudar a identificar possíveis veículos utilizados na chegada ou na fuga.
Por enquanto, não há confirmação sobre a participação de outras pessoas no planejamento ou no apoio à ação. Da mesma forma, a motivação do assassinato continua desconhecida.
Foto nas redes sociais entrou no radar da investigação
Outro ponto que chama a atenção é a proximidade entre a publicação de uma fotografia e o horário do homicídio.
Na noite do crime, Ângelo publicou uma imagem em seu perfil privado enquanto estava em uma adega próxima à casa dos pais. Pouco depois, o estabelecimento compartilhou a fotografia.
A publicação original ocorreu por volta das 20h35 às 20h37. Já a chegada dos suspeitos teria acontecido aproximadamente às 20h45 às 20h47.
Diante dessa sequência, surgiu a hipótese de que a imagem possa ter ajudado alguém a descobrir onde o jovem estava. Como o perfil de Ângelo era privado, apenas seguidores autorizados podiam visualizar a publicação original. Entretanto, a republicação da adega ampliou a divulgação da fotografia.
Até o momento, porém, não há confirmação de que os atiradores tenham visto a imagem ou utilizado essa informação para localizar a vítima. Por isso, a eventual relação entre a postagem e o homicídio ainda depende de esclarecimentos da investigação.
Testemunhas podem ajudar a identificar os suspeitos
Além das gravações, os depoimentos de pessoas que estavam no local podem contribuir para o avanço das apurações.
As imagens mostram indivíduos próximos de Ângelo no momento do ataque. De acordo com as informações, uma dessas pessoas estava sentada perto do jovem e pode ter informações relevantes sobre a aproximação dos suspeitos.
Nesse sentido, os relatos de quem presenciou o crime podem ajudar a identificar características dos homens, esclarecer o caminho percorrido pela dupla e apontar possíveis movimentações antes dos disparos.
A análise de informações do celular da vítima também foi mencionada durante a cobertura como uma possível linha de investigação. Caso as diligências indiquem essa necessidade, os dados poderão contribuir para esclarecer se Ângelo recebeu ameaças ou manteve conversas relacionadas ao caso.
Até agora, contudo, não há confirmação de que o jovem estivesse sofrendo ameaças antes de morrer.
Familiares e amigos buscam respostas
Ângelo morava em Hortolândia, mas mantinha vínculos com o Residencial Cosmos, em Campinas, onde nasceu e cresceu. O pai continuava morando no bairro, e o jovem costumava visitar familiares e amigos na região.
Além disso, ele trabalhava com atendimento ao público em uma rede bancária e frequentava a adega havia anos.
Durante o sepultamento, realizado no Cemitério Parque Hortolândia, familiares, amigos e colegas de trabalho prestaram homenagens ao jovem. Algumas pessoas compareceram usando camisetas com o rosto dele.
Dois amigos ouvidos pela reportagem, que preferiram não se identificar, disseram estar surpresos com o assassinato. Eles também afirmaram desconhecer o que poderia ter motivado o ataque.
Diante disso, a identificação dos responsáveis e o esclarecimento das circunstâncias do crime são algumas das principais respostas aguardadas pelas pessoas próximas à vítima.
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Polícia busca esclarecer autoria e motivação
A Polícia Civil investiga o homicídio e procura identificar os dois homens que aparecem nas gravações. Para avançar no caso, os investigadores podem cruzar as imagens de diferentes câmeras com os depoimentos de testemunhas e outros elementos reunidos durante as diligências.
Além disso, a polícia precisa esclarecer se houve planejamento prévio, se alguém monitorou a vítima e se a fotografia divulgada nas redes sociais tem relação com o ataque.
Até o momento, não há confirmação pública da identidade dos suspeitos nem da motivação do crime.




