O Athletico-PR escalou o lateral-esquerdo Léo Derik entre os titulares para enfrentar o Grêmio na última quinta-feira (29), pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. O jogador voltou a atuar pela equipe principal depois de ser condenado a 13 anos de prisão por crimes de estupro.
A decisão judicial foi proferida em primeira instância, em agosto, pelo 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Curitiba. Desde então, Léo Derik não havia entrado em campo pelo time principal do Furacão.
O lateral, de 21 anos, nega as acusações e afirma que manteve relações consensuais com a ex-companheira. Além disso, a defesa recorreu da sentença.
Entenda a condenação de Léo Derik
A Justiça condenou o jogador por dois episódios de estupro, ocorridos em dezembro de 2023 e fevereiro de 2024, segundo a denúncia. A sentença estabeleceu duas penas de seis anos e seis meses de prisão, totalizando 13 anos, além do pagamento de R$ 20 mil de indenização à vítima.
Embora o Ministério Público tenha pedido a absolvição do atleta por considerar insuficiente o conjunto de provas, a juíza responsável pelo caso entendeu que os elementos apresentados sustentavam a condenação.
A defesa de Léo Derik recebeu a decisão com surpresa e anunciou que recorreria ao Tribunal de Justiça do Paraná. O jogador permanece em liberdade enquanto aguarda a análise do recurso.
Na ocasião, o Athletico-PR informou que não comentaria o conteúdo do processo, que tramita em segredo de Justiça. O clube ressaltou que a decisão não é definitiva e afirmou que respeitaria o andamento da ação judicial.
“A decisão é de primeira instância e está sujeita a recurso. O Clube não toma parte no processo e respeitará seu regular andamento, observadas as garantias legais aplicáveis até eventual trânsito em julgado”, informou o Athletico na ocasião.
Após a condenação, o jogador passou a treinar separadamente do elenco principal e participou de partidas da Copa Paraná.





