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Hospital Metropolitano terá 400 leitos e deve ser entregue em dois anos; veja como funcionará

A estrutura será construída no Parque Itália, em Campinas
Hospital Metropolitano de Campinas

O governo do Estado de São Paulo apresentou nesta quarta-feira (23) o projeto técnico do Hospital Metropolitano, com o mapeamento dos 400 leitos que serão ofertados na unidade. Apresentação foi feita para o Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas (RMC). A estrutura será construída no Parque Itália, em Campinas com previsão de funcionamento baseado na colaboração entre os hospitais da região.

A licitação está prevista para ser lançada até o fim deste ano pelo Estado, enquanto as obras devem ter uma duração de 24 meses em uma área que será cedida pela prefeitura e que hoje, é usada pelo Departamento de Transportes Interno (Deti).

Leia também: Hospital Metropolitano: Estado pretende lançar licitação no segundo semestre

Importância da distribuição de leitos

O prefeito de Campinas e presidente do Conselho de Desenvolvimento da RMC, Dário Saadi (Republicanos) conduziu a reunião, destacando que a prefeitura está trabalhando na transferência do terreno e também enfatizou a importância da articulação para região.

“É importante a divisão de leitos porque realmente atende às necessidades mais urgentes. Um dos objetivos é reduzir a fila de especialidades, um dos principais gargalos que a RMC tem, e será um hospital de resolutividade para enfrentar filas na média e alta complexidade”, explicou Dário.

Segundo Dário, a escolha do local foi estratégica por conta da facilidade de acesso e proximidade com outros equipamentos, como Hospital Mário Gatti, Hospital do Amor e Ambulatório Médico de Especialidades (AME). A região terá ainda o Hospital da Mulher.

Como ficará a divisão de leitos do Hospital Metropolitano de Campinas?

O Hospital metropolitano ficará em uma área de mais de 20 mil metros quadrados. A divisão de leitos foi apresentada aos prefeitos e representantes de todos os municípios da RMC pela secretária-adjunta de Saúde no Estado de São Paulo, Priscilla Reinisch Perdicaris.

Hospital Metropolitano Campinas
Dário Saadi, prefeito de Campinas e presidente do Conselho da RMC, e a secretária-adjunta de Saúde do Estado, Priscilla Reinisch Perdicaris. Foto: Fernanda Sunega.

Priscilla comentou que o Estado está atento às outras demandas locais dos municípios e reiterou a previsão de lançamento da licitação do hospital até dezembro.

“Já estamos trabalhando em todo o planejamento fino desse projeto, no plano assistencial e no projeto executivo dele, para que nós possamos licitar ainda neste semestre”, explicou.

A regulação das vagas será feita pelo sistema Cross (Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde), com objetivo de agilizar o atendimento aos pacientes da região.

Projeto técnico do Hospital Metropolitano

  • Clínica médica – 150 leitos adulto, 6 leitos para portadores de obesidade, 6 leitos de isolamento e 20 leitos de saúde mental
  • Clínica cirúrgica – Centro cirúrgico com oito salas de grande porte e capacidade para cirurgias cardíacas, oncológicas, ortopédicas, neurológicas e bariátricas. Além de 100 leitos adulto, 6 leitos para portadores de obesidade e 6 leitos de isolamento
  • Terapia Intensiva – 47 leitos de UTI adulto, 3 leitos de UTI para portadores de obesidade e 10 leitos de UTI pediátrica
  • Hospital Dia – 18 leitos adulto, 2 leitos para portadores de obesidade, 3 salas de procedimentos e 3 salas de endoscopia
  • Ambulatório – 18 consultórios médicos, 1 sala de curativo e 1 consultório odontológico. Além de Área física para reabilitação pós-cirúrgica: cardiologia, neurologia, ortopedia, obesidade e oncologia
  • SADT (Serviço de Apoio Diagnóstico Terapêutico) – Análises clínicas, Anatomopatológicos, Diagnóstico por imagem: raio x, ressonância magnética, tomografias computadorizadas, ultrassonografias; Endoscopia e Métodos gráficos e dinâmicos
  • Radioterapia – 2 aceleradores lineares de fótons e elétrons, 1 tomografia com simulação para radioterapia e 1 braquiterapia
  • Quimioterapia – 20 poltronas e 4 leitos hospitalares
  • Oncologia (Pronto Atendimento) – 5 consultórios médicos, 1 sala de curativo, 1 sala de pequenos procedimentos, 2 leitos de isolamento, 2 salas de observação com 8 leitos feminino, 2 salas de observação com 8 leitos masculino, 1 sala de atendimentos a pacientes críticos com 2 leitos, 1 sala de inalação e 1 sala de coleta de sangue
  • Demais patologias (Pronto Atendimento) – 3 consultórios médicos, 1 sala de curativo, 1 sala de gesso, 2 leitos de isolamento, 1 sala de observação com 4 leitos feminino, 1 sala de observação com 4 leitos masculino, 1 sala de atendimento a pacientes críticos com 2 leitos, 1 sala de inalação, 1 sala de coleta de sangue e 1 sala de medicação.

Reforço na Saúde Digital

Durante a reunião o prefeito voltou a falar sobre a importância da Saúde Digital como aliada na ampliação e qualificação da assistência em saúde. Presidente do Consórcio Conectar, ele lembrou da disponibilidade de 906 mil horas de atendimentos por oito empresas de serviços médicos credenciadas pela iniciativa ligada à Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP). O objetivo é permitir aos municípios a implantação ou expansão da saúde digital com especialistas de todo país. 

Na prática, o total de horas previstas pelas empresas deve permitir até 3,6 milhões de teleconsultas com profissionais generalistas e de mais 30 especialidades que serão ofertadas em todos os períodos do dia, conforme interesse de cada município.


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Autor

  • Rayssa de Souza

    Estudante de Jornalismo com previsão de conclusão do curso em 2026. Atualmente, desenvolve iniciação científica na área de comunicação e direitos humanos, com ênfase na violência contra jornalistas brasileiros durante o governo Bolsonaro. Como estagiária no portal, alia o aprendizado acadêmico à prática do jornalismo digital, sempre com olhar atento para temas sociais e de relevância pública.

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