A vereadora de São Paulo, Janaina Paschoal (PP), foi retirada por seguranças durante a abertura da 4ª Conferência Estadual das Pessoas LGBTQIA+, que aconteceu na última sexta-feira (1º), no Tatuapé, zona leste de São Paulo.
Janaina, que havia comparecido como ouvinte, interrompeu a fala de um representante do Conselho Nacional LGBTQIAPN+, subindo de forma abrupta ao palco e tomando o microfone. Durante sua breve intervenção, a vereadora afirmou que o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff “não foi golpe”, declaração que provocou vaias, protestos e gritos de “fascista” por parte do público.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram Janaina gritando enquanto é chamada de “fascista” pela plateia e afastada do local por seguranças.
De acordo com o Metrópoles, os organizadores da conferência afirmaram que a retirada de Janaina foi realizada com o intuito de “acalmar os ânimos”. A vereadora, por sua vez, afirmou que apenas se manifestou ao se sentir provocada por falas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e por críticas ao impeachment de Dilma Rousseff, do qual foi autora do pedido.
Ao site, ela negou ter sido expulsa e alegou ter retornado ao auditório após o episódio, permanecendo no local até o discurso da cônsul-geral da Bélgica.
Quem é Janaina Paschoal
Janaina Conceição Paschoal (São Paulo, 25 de junho de 1974) é uma jurista, professora de direito, advogada e política brasileira. Atualmente, é vereadora da cidade de São Paulo pelo Progressistas (PP), eleita em 2024 para o mandato 2025–2028.
Foi presidente do Conselho Estadual de Entorpecentes de São Paulo e integrou o Conselho da OAB-SP e o Conselho de Política Criminal e Penitenciária do Estado. Também atuou na Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e no Ministério da Justiça.
Ganhou projeção nacional ao ser coautora do pedido de impeachment da então presidenta Dilma Rousseff, ao lado dos juristas Miguel Reale Júnior e Hélio Bicudo, participando tanto na Câmara quanto no Senado durante o processo em 2015–2016.
Em 2018, foi eleita deputada estadual por São Paulo pelo PSL, com 2.060.786 votos, a maior votação já registrada para um deputado, estadual ou federal, na história do país.
Em 2022, concorreu ao Senado pelo PRTB, mas não obteve êxito. Em março de 2024, filiou-se ao PP e foi eleita vereadora de São Paulo para o mandato que se inicia em 2025