Dois homens foram presos na manhã desta quinta-feira (7) durante a deflagração da Operação Arapuca 2, da Polícia Federal (PF), em Oiapoque, no Amapá. Ambos são suspeitos de retomar práticas criminosas que envolvem tráfico de pessoas para exploração sexual, comércio ilegal de armas de fogo, armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantil, além do favorecimento da prostituição de crianças, adolescentes e pessoas em situação de vulnerabilidade.
Os mandados de prisão preventiva foram expedidos após novos elementos indicarem a reincidência dos investigados nos delitos apurados. Segundo a PF, as prisões têm como base o aprofundamento das investigações iniciadas ainda em 2023, quando a primeira fase da operação prendeu três pessoas, incluindo os dois alvos desta quinta.

Desdobramento de operação anterior
Na primeira fase da Arapuca, realizada em dezembro do ano passado, uma denúncia levou à descoberta de uma jovem mantida em cárcere privado e oferecida à prostituição para pescadores da região. Os investigados, à época, chegaram a obter o direito de responder ao processo em liberdade.
No entanto, após diligências adicionais, a Polícia Federal identificou que ao menos dois dos envolvidos teriam voltado a atuar nos mesmos crimes. Além disso, surgiram indícios de que estariam comercializando armas de fogo de forma clandestina e se envolvendo com material relacionado à exploração sexual de menores.
As investigações seguem em curso. A PF não divulgou os nomes dos presos.