O balanço de vítimas dos protestos anticorrupção no Nepal chegou a 51 mortos nesta sexta-feira (12), segundo informou o porta-voz da polícia, Binod Ghimire. Entre os mortos estão 21 manifestantes, nove prisioneiros, três policiais e outras 18 pessoas.
A onda de manifestações, que começou na segunda-feira (8), levou à renúncia de Khadga Prasad Oli ao cargo de primeiro-ministro. Durante os atos, residências de políticos, prédios governamentais e até o parlamento foram incendiados e vandalizados.
A mobilização é atribuída sobretudo a jovens da chamada “geração Z”, que se insurgiram contra a proibição de 26 plataformas de redes sociais, incluindo Facebook, WhatsApp e Instagram. O governo havia alegado descumprimento de normas de privacidade, disseminação de desinformação e fraudes. Mesmo após a revogação da medida na última terça-feira (9), os protestos continuaram, ampliando-se para críticas à corrupção e à condução política do país.
Toque de recolher e violência
Na quarta-feira (10), as forças armadas decretaram toque de recolher em várias regiões, válido até a manhã seguinte. O país permanece sob vigilância reforçada.
Entre os episódios de maior gravidade está o ataque incendiário à residência de Jhalanath Khanal, ex-primeiro-ministro do Nepal. Sua esposa, Ravi Laxmi Chitrakar, sofreu queimaduras extensas, com comprometimento pulmonar, e está internada em estado grave. Não há informações sobre o atual estado de saúde de Ravi.