As fortes chuvas que atingiram a Baixada Santista neste domingo (4) provocaram alagamentos, desabamentos e deixaram ao menos 42 pessoas desabrigadas na região. A maior parte das famílias afetadas está em Mongaguá, onde 38 pessoas precisaram deixar suas casas. Em Peruíbe, quatro moradores também ficaram sem abrigo.
Em Cubatão, moradores chegaram a ficar desalojados, mas já retornaram às residências após vistorias realizadas pelos órgãos competentes. Em diferentes cidades, equipes da Defesa Civil atuaram com o uso de botes para o resgate de moradores e turistas em áreas alagadas. Não há registro de feridos ou desaparecidos.
Segundo a Defesa Civil Estadual, um sistema frontal que atua em grande parte de São Paulo foi responsável pelas pancadas de chuva intensas. O maior acumulado da Baixada Santista foi registrado em Cubatão, com 99,4 milímetros em 24 horas. O órgão alerta que as chuvas devem continuar e que os volumes elevados aumentam o risco de alagamentos e deslizamentos, principalmente em áreas de encosta. Saiba mais:
Mongaguá
Mongaguá foi a cidade mais impactada pelas chuvas. Nas últimas 72 horas, o município acumulou 87,87 milímetros, com registros de alagamentos, enchentes e inundações em diversos bairros. Diante da gravidade da situação, a prefeitura instalou, de forma inédita, um Gabinete de Crise para atuação integrada das equipes.
Um abrigo foi montado no Ginásio Arturzão, onde, no domingo (4), 25 famílias foram acolhidas. Outras 60 famílias foram realocadas para casas de parentes ou conhecidos, enquanto cerca de 120 famílias em situação de vulnerabilidade optaram por permanecer em seus imóveis. Atualmente, 19 adultos e 23 crianças seguem no abrigo.
Nesta segunda-feira (5), a situação foi considerada normalizada, com o escoamento da água e liberação das vias. O município permanece em estado de atenção e a Defesa Civil segue com vistorias e monitoramento. Doações de itens de higiene, limpeza e alimentos podem ser entregues ao Fundo Social, no Centro da cidade.
Santos
Em Santos, o acumulado das últimas 72 horas chegou a 77,8 milímetros, segundo a Defesa Civil. Apenas nesta segunda-feira (5), até às 9h, foram registrados 5,2 milímetros de chuva. Os morros permanecem em estado de observação, sem registro de ocorrências graves relacionadas às chuvas.
No domingo, houve três ocorrências de quedas de árvores e galhos, atendidas pela Coordenadoria de Paisagismo. Os trabalhos de remoção estão previstos para serem concluídos ainda nesta segunda-feira. O trânsito flui normalmente em todas as vias, embora haja pontos de alagamento na Avenida Nossa Senhora de Fátima, que segue transitável.

Fortes chuvas atingem Baixada Santista – Foto: redes sociais
Praia Grande
A Defesa Civil de Praia Grande informou que não houve acionamentos por ocorrências relacionadas às chuvas entre domingo (4) e esta segunda-feira (5). Apesar disso, os volumes registrados foram elevados, com 71 milímetros nas últimas 24 horas e 161 milímetros nas últimas 72 horas.
O município segue monitorando as condições climáticas e os boletins da Defesa Civil Estadual. A orientação é para que a população acione os telefones 199 ou 153 caso perceba qualquer situação de risco.
São Vicente
Em São Vicente, o índice pluviométrico das últimas 24 horas foi de aproximadamente 33,4 milímetros. Até o momento, não houve registros de ocorrências relacionadas às chuvas ou ventanias, segundo a prefeitura. O município permanece em nível de Observação.
A Defesa Civil segue de prontidão e monitora áreas de risco. Em casos de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil (199), Corpo de Bombeiros (193), Samu (192), Polícia Militar (190) ou Guarda Civil Municipal (153).

Chuva de verão causa alagamentos no litoral de São Paulo – Foto: redes sociais
Guarujá
Em Guarujá, a Defesa Civil informou que não houve registro de ocorrências provocadas pelas chuvas. O acumulado foi de 28,2 milímetros nas últimas 24 horas e de 51,8 milímetros em 72 horas. O município segue em monitoramento preventivo.
Bertioga
Em Bertioga, o índice pluviométrico do fim de semana chegou a 150 milímetros. Apesar do volume expressivo, não foram registradas ocorrências até o momento, de acordo com a Defesa Civil. A cidade permanece em atenção, com acompanhamento constante das áreas mais vulneráveis.
Itanhaém
Já em Itanhaém, a Defesa Civil informou que não houve registros de ocorrências relacionadas às chuvas. O município contabilizou 30,35 milímetros nas últimas 24 horas e 115,05 milímetros em 72 horas. As equipes seguem em alerta, apesar do cenário considerado estável.

Chuva deve continuar na Baixada Santista nesta segunda-feira (5) – Fotos: redes sociais
Chuva afetou abastecimento de água
As fortes chuvas também impactaram o abastecimento de água na Baixada Santista. Segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), os serviços de captação e tratamento das Estações de Tratamento de Água (ETAs) foram diretamente afetados após o acúmulo de cerca de 200 milímetros de chuva em poucas horas.
Entre a meia-noite e às 7h de domingo, equipes técnicas realizaram ações emergenciais para garantir a retomada da produção de água tratada, concluída ao longo da tarde. De acordo com a companhia, a normalização gradativa do sistema está prevista para ocorrer até a manhã desta segunda-feira (5), considerando os protocolos de segurança.
O abastecimento foi afetado em Guarujá, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe e na área continental de São Vicente. Para minimizar os impactos, a Sabesp reforçou o fornecimento com caminhões-pipa e mantém equipes operando 24 horas, além de orientar a população a fazer uso consciente da água, evitando desperdícios.