Os dados do Atlas da Violência 2026 revelam cenários diferentes entre as cidades da Baixada Santista quando o assunto é homicídio. O levantamento, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), considera informações de 2024 e mostra que os índices variam de forma significativa entre os municípios da região.
Entre as cidades da Baixada presentes no estudo, Cubatão apresentou a maior taxa estimada de homicídios: 22,6 casos por 100 mil habitantes. Em seguida aparecem Guarujá, com 21, e São Vicente, com 18,3.
Já Santos, Itanhaém e Praia Grande aparecem em uma faixa mais baixa de violência letal. Santos registrou taxa de 11,4 homicídios por 100 mil habitantes, enquanto Itanhaém teve índice de 11,9. Praia Grande, por sua vez, apresentou o menor resultado entre os municípios analisados, com taxa estimada de 8,2.
Veja as taxas estimadas de homicídio na Baixada Santista
| Cidade | Taxa por 100 mil habitantes |
|---|---|
| Cubatão | 22,6 |
| Guarujá | 21 |
| São Vicente | 18,3 |
| Itanhaém | 11,9 |
| Santos | 11,4 |
| Praia Grande | 8,2 |
A taxa nacional estimada em 2024 foi de 23,4 homicídios por 100 mil habitantes. Entre as cidades da Baixada presentes no levantamento, Cubatão foi a que mais se aproximou desse patamar. Praia Grande, por outro lado, registrou índice equivalente a pouco mais de um terço da média nacional.

O levantamento considera não apenas o número absoluto de mortes, mas também a população de cada município. A metodologia permite comparar cidades de diferentes tamanhos e evita que apenas a quantidade total de casos influencie a análise dos dados.
Um exemplo aparece em Guarujá e São Vicente. Apesar de as duas cidades terem registrado o mesmo número estimado de homicídios – 62 casos – as taxas foram diferentes. Guarujá aparece com índice de 21 por 100 mil habitantes, enquanto São Vicente registrou 18,3.
As cidades de Bertioga, Mongaguá e Peruíbe não aparecem no recorte utilizado porque o Atlas considerou, nessa tabela específica, apenas municípios com mais de 100 mil habitantes. Por outro lado, nenhuma cidade da Baixada citada aparece entre as 100 mais violentas do país.
Atlas considera homicídios ocultos
Além dos casos oficialmente registrados, o estudo também inclui os chamados homicídios ocultos. Segundo a metodologia do Atlas, são mortes que podem ter sido inicialmente classificadas em outras categorias, mas que entram na estimativa final após análises estatísticas.
Em Santos, por exemplo, foram registrados 41 homicídios e outros oito foram considerados ocultos, chegando ao total estimado de 49 casos. Em Guarujá e São Vicente, o número estimado foi de 62 ocorrências em cada município.
O Atlas da Violência também aponta que a distribuição dos homicídios no Brasil continua desigual. Em 2024, metade das mortes registradas no país ocorreu em apenas 99 municípios.
Queda nacional nos homicídios
O estudo mostra que o Brasil mantém trajetória de redução da violência letal nos últimos anos. Entre 2014 e 2024, a taxa nacional de homicídios caiu 33,4%, segundo o levantamento. São Paulo aparece entre os estados com menores índices do país, com taxa estadual de 6,6 homicídios por 100 mil habitantes.
Apesar da redução nacional, o Atlas aponta que a violência segue concentrada principalmente em estados das regiões Norte e Nordeste. Barcelos, no Amazonas, liderou o ranking nacional de homicídios em 2024, com taxa de 171,8 mortes por 100 mil habitantes.
O Atlas da Violência 2026 reúne dados oficiais de homicídios registrados em municípios brasileiros ao longo de 2024. O relatório completo pode ser acessado gratuitamente nos canais oficiais do Ipea e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
