O município de Mongaguá vem enfrentando fortes chuvas desde os primeiros dias do ano. Na última quarta-feira (21), a prefeitura decretou situação de emergência para agilizar a adoção de medidas técnicas e administrativas voltadas à reparação dos danos e à redução dos impactos causados pelas precipitações. Desde então, o município tem intensificado ações para restabelecer a normalidade.
De acordo com a prefeitura, todos os bairros foram afetados, com registros de alagamentos, inundações e outros impactos em diferentes níveis de intensidade. A maior precipitação foi registrada no dia 19, quando choveu 101,5 milímetros em 24 horas.

Abrigo emergencial
Ainda nos primeiros dias do ano, foram registradas 94 pessoas desabrigadas e 230 desalojadas na cidade. Diante da situação, a Defesa Civil municipal e estadual encaminhou os moradores para um abrigo emergencial montado no Ginásio de Esportes de Agenor de Campos.
Na última semana, o abrigo chegou a atender 44 pessoas. No dia 22, as últimas dez famílias retornaram às suas residências, e o espaço foi desativado.

Em nota, a prefeitura informou que o município permanece em nível de atenção devido ao solo encharcado, à elevação do nível dos rios acima da normalidade e à permanência de áreas inundadas desde o dia 19. O cenário é agravado pelas chuvas recentes e pela previsão de novos episódios. Segundo o comunicado, o Comitê de Crise segue mobilizado e, em caso de necessidade, o abrigo poderá ser reaberto.
Prejuízos
Após um mês marcado por fortes chuvas e alagamentos, a prefeitura de Mongaguá contabiliza prejuízos superiores a R$ 2 milhões em prédios e estruturas . Segundo nota do município, será firmada uma parceria com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP), que disponibilizará suporte técnico especializado para a avaliação de edificações públicas e áreas afetadas.
As vistorias realizadas na última sexta-feira (23) incluíram locais como o bairro Itapoan, o Ginásio Jacozão, a quadra poliesportiva da Vila Atlântica e vias com histórico de alagamentos. Os laudos técnicos, fornecidos sem custos ao município, devem subsidiar decisões técnicas, a quantificação dos prejuízos e os pedidos de recursos junto a outras esferas de governo.
Paralelamente, equipes municipais seguem atuando de forma contínua na manutenção da microdrenagem urbana, com limpeza de bueiros e utilização de caminhão hidrojato.
Técnicos do Crea-SP já realizaram uma primeira vistoria nos pontos mais afetados, onde foram identificados riscos e danos estruturais, alguns já constatados anteriormente pela Secretaria de Obras Públicas (SEOP). Segundo o secretário de Obras Públicas, Carlos Cafema, a situação foi agravada pela coincidência de maré alta e ressaca, o que comprometeu o escoamento das águas pluviais e fluviais. “Esse cenário provocou alagamentos, enchentes e inundações, especialmente em áreas próximas a rios, valas e córregos”, explicou.