São Vicente inaugurou nesta semana a primeira república para jovens em vulnerabilidade da Baixada Santista. Denominado de Espaço Novo Começo, o local é um serviço de acolhimento institucional para jovens entre 18 e 21 anos.
Localizada no Itararé, a república é destinada a jovens que estão deixando outros serviços formais de acolhimento de São Vicente, como abrigos e instituições, e que não possuem condições imediatas de retorno ao convívio familiar ou autonomia própria. No local, os jovens passam a viver de forma comunitária, em um ambiente que funciona como um lar, com acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e equipe técnica. A abordagem fortalece o protagonismo juvenil e a construção de projetos de vida.

Foto: Divulgação/PMSV

Espaço de convivência e lazer para os jovens Foto: Divulgação/PMSV
Espaço Novo Começo
São Vicente é o primeiro município da Baixada Santista a implantar este modelo de atendimento. A estrutura é composta por dois quartos, três banheiros, sala de convivência, sala técnica, cozinha e área de lazer. Assim, o espaço tem capacidade para abrigar até seis jovens.

Foto: Divulgação/PMSV
A fundadora da instituição/ONG Nós Por Nós, Vanessa Moraes, esteve na inauguração e comentou que: “aqui não é apenas um acolhimento, é um lar. O jovem passa a ser protagonista da própria história, responsável por suas escolhas e pela condução da própria vida, com o suporte necessário”.
Serviços oferecidos
Além do jovem ter uma moradia digna, eles terão acesso a acompanhamento psicossocial permanente, orientação socioassistencial e apoio para inserção na sociedade. Além disso, estão incluídos possíveis encaminhamentos para educação, qualificação profissional, saúde e inclusão social, conforme a lógica dos serviços de acolhimento na modalidade República.
Para o prefeito Kayo Amado, o espaço será de autonomia para os jovens que estão iniciando na fase adulta. “Nosso trabalho é cuidar das pessoas. São jovens que completam a maioridade dentro do abrigo e, de repente, precisam saber para onde vão. Este espaço oferece cuidado, acolhimento e autonomia para que eles possam dar um salto em direção ao futuro”, comentou.
Como ter acesso?
O acesso a moradia ocorre por meio de encaminhamentos da rede socioassistencial do município, como CREAS, CRAS, outros serviços de acolhimento ou pela equipe técnica da Sedes. O processo de preparação dos jovens começa ainda antes da maioridade, a partir dos 17 anos e 11 meses, com orientações e acompanhamento gradual para a transição. Após avaliação técnica, os jovens ingressam no serviço e passam a desenvolver um projeto de vida individualizado, com metas voltadas à autonomia e à inclusão social.