A Bosch anunciou um plano de investimentos de R$ 1 bilhão para 2026, destinado à digitalização, pesquisa e ampliação da capacidade produtiva na América Latina. O grande destaque do aporte é a unidade de Campinas (SP), que receberá novas linhas de produção e projetos de nacionalização tecnológica, consolidando a cidade como um hub estratégico para a mobilidade elétrica e ferramentas industriais.
O anúncio surge após um desempenho sólido em 2025, ano em que a companhia registrou vendas totais de R$ 11,6 bilhões na região — um crescimento de 7,6% em comparação ao exercício anterior.
Campinas no centro da eletromobilidade
Os recursos destinados à fábrica de Campinas contemplam a instalação de linhas de produção de motores elétricos para levantadores de vidro. Além disso, a unidade está no radar para o desenvolvimento de componentes e motores elétricos de propulsão voltados a veículos comerciais, reforçando o papel da região na transição para energias limpas no setor de transportes.
De acordo com Gastón Diaz Perez, CEO e presidente da Robert Bosch América Latina, a competitividade da operação brasileira foi fundamental para atrair o aporte.
“Quando somos competitivos, conquistamos a confiança da matriz para seguir investindo ainda mais no Brasil. A Bosch reforça seu compromisso e reconhece que estes esforços são estratégicos, otimizam a cadeia de suprimentos e garantem aos nossos clientes o acesso a itens de excelência, produzidos localmente. 2026 já mostra que temos bases sólidas, investimentos relevantes e um enorme potencial pela frente”, afirmou o executivo.
Para a região de Campinas, o investimento sinaliza não apenas a manutenção de empregos qualificados, mas também o fortalecimento da cadeia de suprimentos local e a inserção definitiva da indústria paulista na vanguarda da tecnologia global da Bosch.
Produção de baterias no Brasil
Um dos pontos mais relevantes do novo investimento é a nacionalização da produção de baterias para ferramentas elétricas. Pela primeira vez na história da América Latina, a Bosch passará a fabricar localmente esses componentes, começando pelas baterias de 18V.
Essa mudança estratégica visa:
- Reduzir a dependência de importações da Ásia.
- Minimizar impactos logísticos e oscilações de frete internacional.
- Aumentar a disponibilidade imediata de produtos para o mercado latino-americano.