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Carnaval 2026 em Campinas terá ação contra assédio e ponto de acolhimento

Ação leva orientações aos ônibus e terá ponto fixo de atendimento em Barão Geraldo durante toda a folia
Secretária municipal discursa ao microfone durante o lançamento oficial do Carnaval 2026 de Campinas, em evento com autoridades sentadas à mesa e telão com identidade visual da festa ao fundo

Durante o Carnaval 2026 em Campinas, os foliões contarão com medidas de prevenção e combate ao assédio e à violência em toda a programação. A campanha “Carnaval Sem Assédio” levará informações aos passageiros do transporte público por meio de cartazes nos ônibus, com orientações sobre como denunciar e pedir ajuda. Nos blocos de rua, equipes de voluntários também estarão presentes para oferecer acolhimento e suporte a possíveis vítimas.

Leia também: Carnaval 2026: Campinas terá mais de 500 horas de festa e 67 eventos de ruas

As iniciativas foram apresentadas nesta quinta-feira (29), durante cerimônia do lançamento oficial das festividades, na Prefeitura de Campinas. 

“O Carnaval é uma das maiores manifestações culturais da nossa cidade e precisa ser, acima de tudo, um espaço de alegria, respeito e segurança para todas as pessoas. Ao apoiar e integrar a campanha Carnaval Sem Assédio, a Secretaria de Cultura e Turismo reafirma o compromisso de promover uma festa popular acolhedora”, defendeu a secretária de Cultura e Turismo de Campinas, Alexandra Caprioli. 

Atendimento presencial nos blocos

O acolhimento presencial será realizado exclusivamente em um ponto fixo, na Avenida Santa Isabel, 404, no distrito de Barão Geraldo, e funcionará das 17h às 3h, entre os dias 13 e 17 de fevereiro. 

O local oferecerá um espaço seguro para escuta, orientação e apoio a quem precisar. As estruturas de acolhimento foram viabilizadas com apoio das secretarias de Cultura e Turismo e Políticas para as Mulheres. Além disso, equipe das Polícia Civil também estarão presentes para ajudar quem precisar de informações e atendimentos. 

“Este é o primeiro Carnaval da Secretaria de Políticas para as Mulheres, todos têm direito de se divertir com segurança e por isso estamos participando dessa iniciativa, para que as mulheres que estão aproveitando a data aqui em Campinas saibam que elas não estão sozinhas, que estamos aqui, juntamente com outras secretarias e órgão da Prefeitura para que as foliãs possam se divertir com tranquilidade”, afirmou Alessandra Herrmann, secretária de Políticas para as Mulheres.

Grupo sorri em frente à tenda Carnaval Sem Assédio no Largo do Rosário, Campinas, durante ação de conscientização.
Tenda de acolhimento do Carnaval Sem Assédio de 2025, no Largo do Rosário, em Campinas. (Divulgação/Firmino Piton/Arquivo PMC)

Carnaval Sem Assédio

A campanha Carnaval Sem Assédio chega a 2026 em seu terceiro ano consecutivo com o objetivo de garantir uma folia mais segura e respeitosa em Campinas. Criada em 2024, a iniciativa atua na prevenção da violência sexual e no acolhimento imediato de vítimas durante os eventos.

Neste ano, a ação tem apoio de órgãos municipais e entidades parceiras, com participação das secretarias de Políticas para as Mulheres, Cultura e Turismo e Transportes, além da Emdec, Delegacias da Mulher e da organização Mulheres de Fases.

As orientações de prevenção estarão espalhadas pela cidade em blocos de rua, ônibus, pontos de parada, materiais impressos e redes sociais. Já nos casos de violência, equipes capacitadas farão atendimento humanizado e encaminhamento para a rede de proteção.

“O Carnaval Sem Assédio é uma oportunidade de oferecer segurança, acolhimento e colocar em evidência a pauta pelo fim da violência sexual em Campinas. Precisamos que a luta pelo fim da violência esteja presente em todos os ambientes, assim normalizamos uma cultura de paz e respeito,  fazendo de Campinas uma referência no enfrentamento ao assédio e na proteção da dignidade”, explicou Rebeca Cristina.

A proposta é que o trabalho vá além do Carnaval e ajude a consolidar em Campinas uma política permanente de combate ao assédio e de promoção do respeito nos espaços públicos.

Para denunciar casos de violência contra a mulher:

  • Disque 190 (Polícia Militar)
  • Disque 180 (Polícia Militar – Central de Atendimento à Mulher)
  • Disque 181 (Disk Denúncia)
  • Delegacias de Defesa da Mulher (veja os endereços)
  • Delegacia Eletrônica da Polícia Civil (acesse aqui)
  • Atendimento presencial em delegacias de polícia e salas DDM Online (veja lista de endereços aqui)

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Autor

  • Rayssa de Souza

    Estudante de Jornalismo com previsão de conclusão do curso em 2026. Atualmente, desenvolve iniciação científica na área de comunicação e direitos humanos, com ênfase na violência contra jornalistas brasileiros durante o governo Bolsonaro. Como estagiária no portal, alia o aprendizado acadêmico à prática do jornalismo digital, sempre com olhar atento para temas sociais e de relevância pública.

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