As eleições para presidência do Guarani serão realizadas no próximo domingo (14), e nesta quinta-feira (11) o convidado do podcast Tudo Pode da VTV SBT, especial sabatina das eleições recebeu Felipe Roselli, candidato Chapa 2 “Meu Bugre Forte”, oposição. Durante a programa Roselli falou sobre seus objetivos a frente do clube, uma possível SAF, estrutura do Brinco de Ouro, a falta de um CT na formação de novos atletas e também sobre as dívidas em recuperação judicial.
Torcedor do Guarani desde criança, Felipe se diz grato ao clube e com a intenção de ajudar a equipe a voltar a ser grande.
“O Guarani precisa hoje de uma estrutura de administração que condiz com o seu tamanho, até mesmo vislumbrando uma possível negociação futura”, disse Roselli.
Empreendedor desde os 18 anos de idade, Felipe trabalha com varejo, criação de gado, produção de carne bovina, lojas de varejo, empresa de tecnologia e de eventos. E por estar no meio, diz que pode haver parceiros com possíveis investimentos.
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Orçamento do Guarani
“Com gestão, com governância e bastante trabalho, a gente vai conseguir tirar o Guarani da situação que está”, afirmou o candidato da oposição.
No ponto de vista do candidato, o clube é desorganizado financeiramente, e tem como um de seus objetivos mudar essa situação. “Não é só ter dinheiro em caixa. É ter dinheiro em caixa, pessoas comprometidas e uma organização administrativa e financeira para que a gente consiga ter resultados positivos”.
Com o maior orçamento da história do clube em 2024, Felipe diz não ser possível não conseguir fazer futebol na Série C.
“Quanto mais de dinheiro a gente trouxer de receita, melhor é! Mais força dentro de campo. Mas a gente precisa saber lidar com situações adversas e transformar uma situação de escassez em sucesso”, disse Felipe se referindo ao último lugar no Campeonato de 2024, mesmo com recorde de receita.
Foco no clube
Com diversas empresas, Felipe afirmou ao apresentador Fernando Degaspari que caso eleito, deixará de lado o comando das empresas que tem com mais cinco sócios, para dedicar seu tempo exclusivamente ao Bugre.
Guarani pode virar SAF?

Com alterações estatutárias realizadas pelo clube para virar uma possível SAF no futuro, Felipe diz saber que é o futuro do futebol, porém exige responsabilidade, já que só se tornar SAF não faz com que a equipe saia de imediato do lugar em que se encontra.
“É muito arriscado a gente fazer de qualquer forma, simplesmente para tirar o Guarani de uma situação de Série C. A gente precisa valorizar o ativo, a gente precisa organizar a casa, e aí sim abri o Guarani para um grande negócio, que vai realmente mudar a estrutura do Guarani”, disse se referindo a uma possível venda de ativos do Bugre para se tornar SAF, mas ressaltando a importância de melhorar a situação vivida hoje para valorizar e assim atrair bons investidores, já que contratos desse tipo perduram por anos.
Em caso de eleição, Roselli diz que vai escutar propostas mas com responsabilidade, já que o processo é demorado e buracrático.
Estrutura do Guarani
“O Guarani é um clube que não tem um Centro de Treinamento. Tem um campo, centro de treinamento limitado, antigo. Que agora tá sendo reformado. Uma potência do tamanho do Guarani precisa de um CT”, ressaltou Roselli sobre a falta de estrutura de treinamento do clube campineiro.
Ele lembrou que existe um CT em Barão Geraldo, oriundo da administração de Ricardo Moisés, da qual participou. Com três campos e com possibilidades de melhora e compra futura.
Felipe analisa que a falta de estrutura afeta até mesmo na venda precoce de jogadores em seus 14, 15 anos de idade, quando ainda estão em período de formação no futebol. E com uma boa estrutura, essas vendas poderiam ser postergadas e até mais valorizadas com o atleta tendo maiores contribuições com a equipe e até mesmo passagem pelo profissional.
“A minha ideia é trabalhar o hoje. O CT de Barão é um CT que a gente vai melhorar. E a partir disso trabalhar as outras frentes. O estádio do Brinco de Ouro, é a nossa casa hoje. A gente precisa ter um estádio com condições de atender o torcedor”. O candidato da chapa 2 ressaltou que até que a nova arena seja entregue, a casa e mando de campo do Guarani é no Brinco de Ouro e por isso, o estádio deve receber melhorias.
Pagamentos de dívidas
Hoje parte da receita segundo ele é direcionada para dívidas em recuperação judicial, e um dos deveres de gestão é saber de onde vem os gastos, para assim conseguir reduzir custos.
“A gente teve no balanço de 2024, R$ 16 milhões de despesas que eu chamei de estranhas. Por exemplo, intermediações de jogadores, nós gastamos mais de R$ 500 mil com intermediação de jogador. Lembrando que a gente ficou em último lugar na Série B, e caiu para Série C. Que jogadores são esses que foram intermediados? Quem que recebeu essas intermediações?”, refletiu Roselli.
Ainda falando sobre despesas, ele contou que no mesmo ano foram gastos mais de R$1 milhão em viagens, mesmo com a federação bancando os translados. “Quem foi viajar? Quem são esses viajantes? Quais as atribuições dessas pessoas que estão indo viajar junto?”, questionou o candidato.
“Vote em quem você acha melhor”
Questionado sobre atuação com transparência o candidato afirmou que esse é o objetivo e que outro foco é unir todas a frentes do clube, em processo de unificação, valorizando a democracia com suas distintas opiniões. Para Filipe, as distinções entre os ocupantes de cargos administrativos do Bugre é essencial para um bom trabalho.