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Quase metade das motos em Campinas é usada para trabalho

Adicional de periculosidade passa a valer para motociclistas com carteira assinada

Campinas registra um crescimento no uso de motocicletas para atividades profissionais. Atualmente, a cada 100 motos em circulação na cidade, 46 são utilizadas para trabalho. No cenário em que motos usadas para trabalho em Campinas crescem, a nova regra de adicional de periculosidade para motociclistas com carteira assinada passou a valer nesta sexta-feira (3).

O município possui uma frota superior a 1 milhão de veículos, sendo cerca de 174,1 mil motocicletas e motonetas.

Mais de 79 mil motos são usadas profissionalmente

Dados do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) indicam que 79.546 motocicletas estão registradas para uso profissional em Campinas.

Esse número reflete o avanço de serviços como entregas e transporte por moto, que têm impulsionado o crescimento da categoria nos últimos anos.

Adicional de 30% passa a valer

A partir desta sexta-feira (3), trabalhadores com carteira assinada que utilizam motocicleta no exercício da função passam a receber adicional de periculosidade.

O benefício prevê acréscimo de 30% sobre o salário-base para profissionais como motoboys e entregadores contratados sob o regime da CLT.

Regra não inclui todos os motociclistas

No entanto, a norma não se aplica a todos os trabalhadores que utilizam motocicleta. Profissionais que atuam por aplicativos, por exemplo, não têm direito ao adicional, pois não possuem vínculo formal de emprego.

Além disso, a regra não contempla quem utiliza a moto apenas no deslocamento entre casa e trabalho ou em áreas privadas.

Empresas precisam comprovar risco

De acordo com a regulamentação do Ministério do Trabalho, cada empresa deve elaborar um laudo técnico para comprovar a exposição ao risco.

Esse documento precisa ser elaborado por um médico do trabalho ou engenheiro de segurança, que irá avaliar se o trabalhador tem direito ao adicional.

A norma considera perigosas as atividades com motocicleta em vias públicas, devido à exposição constante a riscos no trânsito.

Trabalhadores com carteira assinada que utilizam motocicleta devem procurar o setor de recursos humanos da empresa para verificar o direito ao adicional de periculosidade. Em caso de dúvidas, é possível buscar orientação junto ao sindicato da categoria ou ao Ministério do Trabalho


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Autor

  • Luana Gasparetto

    Jornalista e radialista, com experiência em produção de conteúdo multiplataforma, elaboração de pautas, entrevistas e cobertura jornalística, com foco em informação de interesse público, comunicação digital e jornalismo investigativo. É autora do livro-reportagem “Borboletas de Concreto: desvelando as marcas deixadas nos corpos de ex-detentas e suas metamorfoses” e pós-graduanda em Gestão de Rádio e Mídias Audiovisuais.

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