A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou, nesta quarta-feira (22), o reajuste tarifário anual da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL). A medida atinge os 234 municípios paulistas atendidos pela concessionária, incluindo cidades da região de Campinas sob concessão da CPFL Paulista e da CPFL Santa Cruz. O impacto varia conforme o perfil do consumidor, mas a média para residências foi confirmada em alta.
O cálculo considera diferentes tipos de consumidores, divididos entre alta e baixa tensão. A alta tensão inclui grandes consumidores, como indústrias e empresas de maior porte, atendidos por redes mais potentes, com média de reajuste de 18,75%. Já a baixa tensão abrange a maior parte da população, como residências, incluindo famílias de baixa renda, além de propriedades rurais, comércios, serviços, órgãos públicos e a iluminação pública, com média de 9,25%. Com o reajuste, o efeito médio para o consumidor ficou em 12,13%.
A CPFL afirma que a principal maneira de diminuir o valor da conta de luz é fazer um uso mais consciente dos eletrodomésticos que mais consomem energia, sobretudo nos períodos de maior calor. De acordo com a distribuidora, ar-condicionado, ventiladores, chuveiro elétrico e geladeira estão entre os aparelhos que mais influenciam o consumo de energia nas casas.
A orientação é priorizar a luz natural sempre que possível, manter as luzes apagadas em ambientes vazios e trocar lâmpadas antigas por modelos de LED. Também é importante desligar os aparelhos eletrônicos quando não estiverem em uso e evitar deixá-los no modo standby, para reduzir o desperdício de energia.
Motivo do aumento
De acordo com a publicaçãofeita pela ANEEL, existem dois tipos principais de ajustes que podem fazer a conta de luz mudar. O primeiro é a revisão tarifária, que acontece em períodos maiores e funciona como uma análise completa do serviço prestado. Nela, são avaliados os custos da distribuidora, a qualidade do atendimento e metas de eficiência, o que pode alterar a forma como a tarifa é calculada. Já o reajuste tarifário é mais simples e ocorre nos anos em que não há revisão. Nesse caso, a conta é atualizada principalmente com base na inflação, com pequenos ajustes para incentivar a empresa a ser mais eficiente.
Segundo a CPFL Energia, os custos que a distribuidora não controla diretamente registraram alta, puxados principalmente pelo aumento de encargos do setor elétrico, como a CDE Uso, o PROINFA e o ESS/EER, que são taxas incluídas na conta de luz para financiar políticas públicas e cobrir despesas do sistema elétrico. Também houve aumento nos custos de transmissão, que são os valores pagos pelo uso das linhas responsáveis por levar a energia das usinas até as distribuidoras. Esse aumento ocorreu por causa da atualização das receitas dessas empresas para o ciclo 2025/2026.