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Violência contra a mulher: Campinas já registra 1,9 mil violações em 2026

Dados do governo federal mostram diferença entre o número de violações, denúncias formalizadas e atendimentos realizados na cidade
briga em loja de informática: Mulher com expressão séria e postura firme, mantendo a mão levantada em sinal de “pare”, em cenário com fundo roxo, em contexto de violência contra a mulher.

A violência contra a mulher já provocou 1.921 registros de violações de direitos em Campinas somente em 2026. Os dados são do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e reforçam o alerta durante o Agosto Lilás.

As ocorrências incluem violência física, psicológica, maus-tratos, exploração sexual e tráfico de pessoas, entre outras situações.

Apesar do número elevado de violações, apenas 349 denúncias foram formalizadas. Segundo o ministério, a Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos realizou 258 atendimentos relacionados aos casos.

Violência contra a mulher cresce no estado de São Paulo

Dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania mostram que o estado de São Paulo contabilizou 64.957 violações de direitos contra mulheres em 2026.

Entre janeiro e julho de 2025, o estado havia registrado 54.443 violações. A comparação representa um crescimento de 19,3%.

Para a coordenadora do curso de Direito da Faculdade Anhanguera, Juliana Alcoforado, os números mostram a importância de ampliar o acesso à informação e fortalecer a rede de proteção.

“Quanto mais informação e acolhimento, maiores são as chances de romper esse ciclo”, afirma.

A especialista também ressalta que a violência contra a mulher afeta a saúde física e mental das vítimas. Além disso, compromete a autonomia, a segurança e a qualidade de vida.

Como denunciar e pedir ajuda

Em situações de emergência ou risco imediato, a vítima ou uma testemunha deve ligar para o 190, canal da Polícia Militar.

Caso a mulher não consiga falar livremente, a orientação é informar o endereço da ocorrência para ajudar na localização.

O Ligue 180 funciona gratuitamente durante 24 horas e oferece orientação sobre direitos e serviços de atendimento às mulheres.

O Disque 100 também recebe denúncias relacionadas a violações de direitos humanos.

Em Campinas, as vítimas podem procurar uma das Delegacias de Defesa da Mulher:

  • Avenida Dr. Antônio Carlos Sales Júnior, 310;
  • Rua Ferdinando Panattoni, 590.

Também é possível registrar a ocorrência e pedir medidas protetivas pela Delegacia Eletrônica, disponível durante 24 horas.

Campinas oferece atendimento jurídico gratuito

A Faculdade Anhanguera oferece atendimento jurídico gratuito nos Núcleos de Práticas Jurídicas das unidades Taquaral, Ouro Verde e John Boyd Dunlop.

Estudantes de Direito realizam os atendimentos com supervisão de professores e advogados. Os serviços incluem demandas de Direito de Família, ações cíveis e questões relacionadas ao consumidor.

As unidades ficam nos seguintes endereços:

  • Taquaral: Rua Luiz Otávio, 1.313;
  • Ouro Verde: Rua Emília Stefanelli Ceregatti, 160, Bloco A;
  • John Boyd Dunlop: Rua José Rosolém, 171, Sala 1.

O Agosto Lilás também marca os 20 anos da Lei Maria da Penha em 2026. A campanha reforça que denunciar a violência contra a mulher pode interromper o ciclo de agressões e garantir acesso aos serviços de segurança, Justiça, saúde e assistência.


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Autor

  • Bruna Santos

    Jornalista e redatora com experiência em produção de conteúdo digital. Atuou em portais de notícia, rádio e agências, escrevendo para áreas como finanças, saúde, direito e bem-estar. Pós-graduada em Comunicação e Marketing, se especializou em produção de conteúdo informativo para sites.

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