A reitoria da Unicamp decidiu retomar, nesta quinta-feira (18), às 15h, a 5ª reunião extraordinária do Conselho Universitário (Consu) de forma remota, após duas interrupções causadas por manifestações dentro da sala onde ocorria o encontro. A sessão discutirá a proposta de autarquização da área da saúde da universidade, além da pauta de expansão acadêmica da instituição.
Segundo a universidade, a nova reunião do Consu deve ocorrer com transmissão on-line, sem acesso presencial, para evitar novos episódios de interrupção. Até o momento, não há previsão de abertura para participação pública direta no debate.
A reunião havia sido iniciada na manhã de terça-feira (16), mas foi suspensa cerca de uma hora e meia depois, quando estudantes, sindicalistas e integrantes de movimentos sociais invadiram o espaço do Consu. No período da tarde, o encontro foi retomado, porém novamente interrompido após novo episódio de invasão.
Segundo o reitor Paulo Cesar Montagner, a decisão pela continuidade da reunião de forma virtual teve como objetivo preservar a integridade institucional e garantir segurança.
“Diante das condições dadas, quando as salas foram invadidas por duas vezes, fomos obrigados a fazer uma reunião remota”, afirmou. “Decidimos retomar a reunião como uma forma de preservar a institucionalidade da Universidade”, completou.
Apoio à proposta
A proposta de transformação do complexo hospitalar da universidade em autarquia conta com o apoio formal de seis ex-diretores da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp. Em carta dirigida à congregação da unidade e ao próprio Conselho Universitário, os ex-dirigentes destacaram que, embora a FCM disponha de estrutura hospitalar qualificada, as demandas regionais superam sua atual capacidade de atendimento.
No documento, os ex-diretores afirmam que a autarquização representa “uma oportunidade singular, que não deve ser desperdiçada”.
Segundo eles, trata-se do único caminho institucional viável para ampliar a área da saúde na universidade e, ao mesmo tempo, fortalecer seu papel como instituição pública de referência.