Antes mesmo das temperaturas de outono chegarem, a gripe já avança com força no Brasil em 2026. O número de casos graves da doença, que exigem hospitalização, dobrou nas primeiras semanas do ano em comparação com o mesmo período de 2025, acendendo um alerta para o sistema de saúde.
Levantamento do Instituto Todos pela Saúde (ITPs) aponta que, nas 11 primeiras semanas epidemiológicas deste ano – até 21 de março – foram registrados 3.681 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados pelo vírus Influenza. No mesmo intervalo do ano passado, haviam sido contabilizados 1.838 casos, o que representa um aumento de 100,3%.
Segundo o instituto, o avanço antecipado já era esperado e acompanha um movimento observado fora do país. “A circulação do vírus começou antes do outono no hemisfério Norte, e um padrão semelhante agora se repete no Brasil. Isso pode ter relação com a circulação de variantes específicas do influenza A, como o subclado K, identificado no país desde o fim de 2025”, informou o Instituto Todos pela Saúde em nota.
Diante do aumento de casos, o país iniciou, no último dia 28, a campanha nacional de vacinação contra a gripe nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. A estimativa é imunizar cerca de 80 milhões de pessoas pertencentes aos grupos prioritários.
Podem se vacinar no momento: crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos com 60 anos ou mais e gestantes, além de outros públicos mais vulneráveis ou expostos, como profissionais da saúde, professores, pessoas com doenças crônicas, caminhoneiros e integrantes das forças de segurança.
A vacinação é considerada a principal forma de prevenção contra quadros graves da gripe. Ao longo da campanha, municípios que registrarem sobra de doses podem ampliar a imunização para outros públicos.
Quem não está incluído nos grupos prioritários também pode buscar a vacina na rede privada, onde está disponível a versão tetravalente, que protege contra uma cepa adicional do vírus.
Especialistas reforçam que, diante do início antecipado da temporada, a adesão à vacinação e a atenção aos sintomas respiratórios são fundamentais para conter o avanço da doença e evitar complicações.