Ao longo dos anos, o Bolsa Família passou por mudanças nos pagamentos. No início dos anos 2000, quando foi instituído, o benefício tinha média de R$ 72,81. Agora, com o reajuste anunciado, o piso deverá subir de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro, elevando a média para R$ 777.
Anunciado pelo governo federal nesta quinta-feira (17), o aumento de 15,04% coloca o reajuste entre os maiores já registrados pelo programa. Na série histórica, o percentual ocupa a terceira posição entre as maiores altas concedidas.
O benefício, com valor mínimo de R$ 600, foi estabelecido durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, após a substituição do Bolsa Família pelo Auxílio Brasil.
Em novembro de 2021, a reformulação do programa criou o Auxílio Brasil e estabeleceu um piso de R$ 400. Esse foi o primeiro grande reajuste. Naquele momento, o país ainda estava na pandemia.
Quando o Bolsa Família foi criado?
O Bolsa Família é um programa de transferência de renda do governo federal do Brasil. Foi instituído durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio da Medida Provisória 132, de 20 de outubro de 2003, posteriormente convertida na Lei Federal nº 10.836, de 9 de janeiro de 2004.
A criação do programa unificou e ampliou diferentes iniciativas de transferência de renda.
Histórico
O Bolsa Família teve o reajuste anunciado nesta semana. O benefício mínimo passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o valor médio chegará a R$ 777. A medida começa a ser aplicada em 19 de outubro, conforme o calendário de pagamentos do mês.
O valor por integrante da família subirá de R$ 142 para R$ 164. Os adicionais também terão aumento:
- Criança de até 6 anos: de R$ 150 para R$ 173;
- Gestante: de R$ 50 para R$ 58;
- Jovem de 7 a 18 anos incompletos: de R$ 50 para R$ 58;
- Bebê de até 6 meses: de R$ 50 para R$ 58.
Regras para receber o benefício
A regra principal estabelece que a renda de cada membro da família não pode ultrapassar R$ 218 mensais. Primeiramente, é necessário estar registrado no Cadastro Único, com todas as informações corretas e atualizadas. O cadastro é realizado nos postos de atendimento da assistência social dos municípios, como os CRAS, sendo necessário apresentar CPF ou título de eleitor.
Estar inscrita no Cadastro Único não garante que a família passe a receber o Bolsa Família imediatamente. A cada mês, o programa identifica automaticamente as famílias que serão incluídas e que terão direito ao benefício.





