A vocação para escrever sempre moveu a rotina da vicentina Helena Fraga, que celebra hoje o Dia Nacional do Escritor com 20 livros escritos e 12 publicados. Desde muito novinha inspirada pela mãe, que anotava seus pensamentos em diários, Helena chegou a participar da Feira do Livro de Lisboa, em Portugal, em junho deste ano.
O Dia Nacional do Escritor foi instituído por ocasião do 1° Festival do Escritor Brasileiro, realizado há exatos 60 anos pela União Brasileira de Escritores (UBE). Na época, quem presidida a UBE era Jorge Amado e João Peregrino Júnior, que sugeriram a oficialização anual da data como celebração desses profissionais.
Desta forma, o calendário oficial do Brasil passou a dedicar o dia 25 de julho para dar mais visibilidade ao trabalho de quem se dedica a narrar histórias, tecer universos poéticos, analisar o cotidiano, entreter e ensinar por meio da palavra escrita.
E o que era um hobby para Helena, hoje tem sido cada vez mais parte de seu dia a dia, ainda dividido entre os papéis de empresária do mercado de autopeças, mãe do João e da Ana Helena e filha cuidadosa de Armindo e Herminda.
“Eu não imaginava que estaria hoje prestes a lançar meu décimo segundo livro e tão envolvida nesse universo da poesia e da literatura. Escrever sempre foi algo natural pra mim, prazeroso. É uma vocação, eu me entendo nesse mundo porque escrevo”, confessa ela.
Antes de entrar oficialmente para o mercado literário, Helena escreveu 10 livros, todos em tiragens pequenas apenas para prestar homenagens – como ao pai e à mãe – e presentear amigos. Mas foi com Ser Feliz é uma Escolha, lançado no final de 2017, que ela abraçou essa vocação de forma profissional, com direito à noite de autógrafos, aparição na mídia e uma edição rapidamente esgotada.
No seu primeiro livro publicado comercialmente, a autora reuniu 50 poesias que fazem refletir sobre nossas reações às diversas situações da vida, como a morte do marido, uma guinada profissional ou uma desilusão amorosa. “Quando fiz 50 anos, repassei minha vida toda e conclui que a gente escolhe se quer ser feliz ou não. Em toda a nossa vida, teremos situações alegres, tristes, de desânimo e afins. Então, ser feliz é um dom da alma! É acreditar na vida!”, detalha ela.
Sempre com uma escrita que fala de emoções, tocando na alma e gerando provocações Helena conta que vive esse lado escritora o tempo todo, até mesmo quando está viajando ou em um passeio com a família.
“Pra mim, não existe um momento certo de escrever, mas algumas situações inspiram mais do que as outras, como a minha recente ida a Portugal. Já comecei um novo livro e ainda nem lancei meu último”, diverte-se ela, que foi à 95ªFeira do Livro de Lisboa, em junho, a convite da Rede Sem Fronteiras, organização cultural que promove, fomenta e divulga a cultura lusófona e a língua portuguesa em mais de 30 países, da qual é membro oficial e presidente do Núcleo SP-Baixada Santista.
O livro mais recente da autora, Navegando na Poesia, pela Editora Delicatta, será lançado no dia 31/7, das 15 às 18 horas, no Monumento Shopping Car, à Praça da Bandeira, 80, Centro de São Vicente. Mais uma obra intensa, que traz um turbilhão de emoções, sentimentos e reflexões, assim como um mar agitado antes de um lindo pôr-do-sol.

Numa mistura de brisa e tempestade, Helena mergulha fundo nos mares da existência humana, reforçando a narrativa simples, direta e emotiva que marca seus escritos, agora também na forma de contos, crônicas e poesias em inglês, para ampliar horizontes e dialogar com outras vozes e culturas.
Antenada às tendências de consumo deste mercado, Helena tem versões digitais de seus livros, preparou um curso online para quem quer escrever seu primeiro livro e vem desempenhando o papel de mentora para futuros autores. “Tudo isso tocando a empresa da família, curtindo a vida e sendo muito feliz. A literatura me encanta e me completa!”
Os livros e demais projetos pessoais, como o Poesia Presente, em que ela publica um ebook gratuito por mês, podem ser acessados no site da autora: www.poetando.com.br.