O Nubank negou nesta semana os rumores de que estaria à beira da falência ou que deixaria o Brasil, após a disseminação de postagens falsas em redes sociais com expressões como “o Nubank vai fechar?” ou “banco Nubank faliu?”.
A instituição negou o boato, classificou as mensagens como infundadas e reafirmou sua posição sólida no sistema financeiro, com mais de 127 milhões de clientes na América Latina e resultados crescentes em todos os trimestres de 2025.
Segundo a empresa, o lucro líquido no terceiro trimestre chegou a US$ 783 milhões, enquanto a receita anual consolidada de 2024 ultrapassou os US$ 11,5 bilhões, o que representa um aumento de 58% em relação ao ano anterior, considerando a base cambial ajustada.
No mesmo período, o lucro anual atingiu US$ 2 bilhões, quase o dobro de 2023. Esses resultados, de acordo com o banco em nota, refletem a expansão contínua da base de clientes, o lançamento de novos produtos e a consolidação de sua presença em países como México e Colômbia.

Associação indevida após crise do Will Bank
A origem do boato ganhou tração após a liquidação do Banco Master, em novembro de 2025, e o colapso subsequente do Will Bank nesta semana, que fazia parte do mesmo conglomerado.
No esforço para evitar a interrupção completa das operações, o Banco Central havia colocado parte do grupo sob Regime Especial de Administração Temporária, mas a medida não evitou a deterioração da liquidez.

Com bloqueios em sistemas de pagamento e dificuldades crescentes, o Will Bank foi liquidado após a constatação de insolvência. Investigações identificaram que o Banco Master operava com estruturas financeiras opacas, inflando balanços com ativos de baixo valor e práticas consideradas arriscadas.
Diante da repercussão do caso e por se tratar de um banco digital, o Nubank procurou se desvincular publicamente da crise, reforçando que não possui qualquer relação com o Will Bank ou com o Banco Master.
A empresa reforçou que cumpre todas as exigências regulatórias do Banco Central, possui capital robusto, é listada na Bolsa de Nova York e está sujeita a elevados padrões de auditoria e fiscalização.