Um dos maiores nomes do samba, Arlindo Cruz morreu nesta sexta-feira (8), aos 66 anos, no Rio de Janeiro. O artista estava longe dos palcos desde 2017, quando sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico. Desde então, passou por diversas internações e conviveu com sequelas da doença. A informação é da mulher do cantor, Babi Cruz.
Arlindo Domingos da Cruz Filho nasceu em 1958 e cresceu cercado pela música. Aos 7 anos, ganhou o primeiro cavaquinho. Aos 12, já tocava músicas de ouvido. Ainda jovem, passou a estudar violão clássico e teoria musical, enquanto começava a atuar em rodas de samba cariocas. Foi nessas que conheceu Candeia, que se tornou um “padrinho musical”.
Na adolescência, morou em Minas Gerais, onde venceu festivais de música antes de voltar ao Rio. Ao retornar, passou a frequentar o Cacique de Ramos, onde conheceu Jorge Aragão, Beth Carvalho, Almir Guineto, Sombrinha e Zeca Pagodinho, com quem criaria laços duradouros. Suas composições passaram a ser gravadas por grandes nomes do samba.
Um legado na música brasileira
Em 1983, entrou para o Fundo de Quintal, substituindo Jorge Aragão. Ficou 12 anos no grupo e marcou época com sambas como “Castelo de Cera” e “O Mapa da Mina”. Ao sair do grupo, Arlindo Cruz partiu para uma carreira solo recheada de sucessos, CDs e DVDs.
Com mais de 550 músicas gravadas por artistas como Zeca, Alcione e Beth, Arlindo Cruz também brilhou como compositor de sambas-enredo, principalmente no Império Serrano, sua escola do coração – que, em 2023, o homenageou no desfile com o tema “O show tem que continuar”.
O artista deixa a mulher e dois filhos, Arlindinho, que também é músico, e a influenciadora digital Flora Cruz.