Entrou em vigor nesta quinta-feira (1º) o novo salário mínimo nacional, reajustado para R$ 1.621. O valor é um acrécimo de 6,79% em relação ao piso anterior, que estava fixado em R$ 1.518. Apesar de já estar valendo, o novo mínimo será refletido no pagamento de janeiro, com depósitos realizados apenas a partir de fevereiro.
O reajuste segue a política de valorização do salário mínimo, retomada em 2022, que vincula a correção anual à soma do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado até novembro — 4,18% em 2025 — com a variação do PIB de dois anos antes, que foi de 3,4% em 2024.

Estimativas da Dieese
Segundo estimativas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), cerca de 61,9 milhões de brasileiros têm algum tipo de rendimento atrelado ao salário mínimo. Com o reajuste vigente, a injeção estimada de recursos na economia chega a R$ 81,7 bilhões, valor que reforça o papel do piso como instrumento de sustentação da renda básica nacional.
Considerando ambos os parâmetros, o valor projetado seria de aproximadamente R$ 1.636. No entanto, uma lei sancionada em 2024 passou a limitar a elevação do piso a 2,5% acima da inflação, no período de 2025 a 2030, como forma de compatibilizar o avanço do mínimo com os parâmetros do novo arcabouço fiscal.
Além de regular a remuneração de milhões de trabalhadores, o novo valor serve de referência para o cálculo de aposentadorias, pensões, seguro-desemprego, BPC e outros benefícios sociais operados pelo INSS, incluindo ações judiciais relacionadas à pensão alimentícia.