A Polícia Civil investiga um caso de maus-tratos a um cavalo, que morreu após ser mutilado em uma área rural de Bananal, no interior de São Paulo. O episódio teria ocorrido na tarde de sábado (16) e ganhou repercussão depois que imagens circularam nas redes sociais.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), um homem de 21 anos, tutor do animal, e uma testemunha foram ouvidos nesta segunda-feira (18) e liberados em seguida. O caso foi registrado como prática de abuso a animal, com agravante pela morte. As diligências continuam para apurar os fatos.
Em depoimento, o tutor admitiu ter desferido o golpe, mas alegou que acreditava que o cavalo já estava morto. Já a testemunha afirmou que presenciou apenas o primeiro golpe, pois passou mal e virou o rosto. A investigação segue em andamento.
O caso foi registrado como ato de abuso a animais, com agravante pela morte, e segue sob investigação. Até o momento, ninguém foi preso.
Repercussão do caso
Nas redes sociais, a ativista Luísa Mell cobrou responsabilização:
“Monstros! Como pode, gente? Pelo amor de Deus! Exigimos punição! Estes covardes têm que pagar! Cortaram as patas de um cavalo simplesmente porque ele não aguentava mais andar! Cidade: Bananal. Já estamos em contato com uma vereadora! Vamos pressionar! Não se calem!”, publicou.
Já a cantora sertaneja Ana Castela classificou o caso como uma covardia e também pediu mobilização popular para que o episódio ganhe repercussão e chegue às autoridades.

Por meio de nota, a Prefeitura de Bananal afirmou que tomou conhecimento das imagens que circulam nas redes sociais envolvendo o cavalo vítima de maus-tratos e que está atuando junto à polícia para garantir a apuração do caso.
“Assim que fomos informados, encaminhamos o caso imediatamente à Delegacia de Polícia e à Polícia Ambiental para apuração dos fatos, identificação e punição dos responsáveis. A Prefeitura repudia qualquer ato de crueldade contra os animais e reforça seu compromisso em zelar pelo bem-estar de todos, trabalhando em conjunto com os órgãos competentes para que casos como este não fiquem impunes”, diz a nota.