Em coletiva realizada nesta quinta-feira (5), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou um pacote de medidas estratégicas voltadas à saúde e proteção da mulher. Entre os destaques estão a garantia de reconstrução dentária para vítimas de violência, por meio do programa Brasil Sorridente, e a oferta de teleatendimento em saúde mental via Sistema Único de Saúde (SUS).
Avanços no atendimento
Além do suporte clínico e psicológico, o Ministério da Saúde formalizou junto à Organização Mundial da Saúde (OMS) a solicitação para incluir a categoria “feminicídio” na CID-11 (Classificação Internacional de Doenças). O objetivo é qualificar a coleta de dados e estatísticas sobre o tema, permitindo políticas públicas mais precisas tanto no Brasil quanto no cenário global.
Para viabilizar a reconstrução dentária de forma ágil, o atendimento odontológico móvel receberá um reforço tecnológico:
- Tecnologia: Serão entregues 500 impressoras 3D e scanners ainda este ano.
- Mobilidade: Os equipamentos operarão nas Unidades Odontológicas Móveis (UOMs) espalhadas pelo país.
- Expansão: Após uma década sem renovação da frota, o ministério distribuiu 400 novos veículos em 2025 e projeta chegar a 800 unidades adicionais até o final de 2026. Isso representa um crescimento superior a 400% na oferta do serviço em comparação a 2022.
Pacto Nacional
A presidente do Grupo Mulheres do Brasil, Luiza Trajano, presente no evento, ressaltou que o enfrentamento à violência não deve ser uma ação isolada de governo, mas uma “pauta global”. Segundo a empresária, o fortalecimento do SUS e a educação na ponta do atendimento são pilares fundamentais para o sucesso das medidas.
As ações integram o Pacto Nacional – Brasil contra o Feminicídio, instituído há cerca de um mês. Esta iniciativa articula os Três Poderes para enfrentar a violência de gênero como uma crise estrutural.
“De caráter dinâmico e sujeito a atualizações permanentes, o plano tem como foco prioritário três desafios: celeridade nas medida protetivas de urgência e responsabilização dos agressores; fortalecimento da rede de acolhimento e atendimento às mulheres em situação de violência; e mudança cultural para um país de segurança e paz para as mulheres“, informou o governo, em nota para detalhas as ações.