Dois adolescentes investigados pela morte do cão Orelha, em Florianópolis (SC), tiveram celulares e roupas apreendidos pela Polícia Civil nesta quinta-feira (29). A ação ocorreu no Aeroporto Internacional de Florianópolis, quando eles retornavam ao Brasil após uma viagem escolar a Orlando, nos Estados Unidos.
De acordo com a polícia, o material apreendido será encaminhado à perícia técnica para coleta de dados e reconstrução dos fatos, além da identificação de outros possíveis envolvidos nas agressões.
Investigações
Ao todo, quatro adolescentes foram identificados como suspeitos de participação no caso. A investigação segue sob sigilo, com oitivas já realizadas. Crimes conexos, incluindo possíveis coações de testemunhas por pessoas maiores de idade, também estão sendo apurados por uma delegacia especializada.

Orelha era conhecido e querido pelos moradores de Praia Brava Foto: Reprodução/Instagram
Além disso, no último dia 25, o Ministério Público de Santa Catarina passou a acompanhar o caso e divulgou nota informando que a Promotoria de Justiça deverá ouvir os adolescentes supostamente envolvidos.
Caso que chocou o Brasil
Orelha era conhecido como cão comunitário e era cuidado pelos moradores da região da Praia Brava, que se revezavam na alimentação, na limpeza das casinhas improvisadas, na troca de cobertores e no acompanhamento do dia a dia do animal, que se tornou parte da rotina do bairro. No entanto, no dia 4 de janeiro, o animal foi brutalmente agredido e precisou ser submetido à eutanásia devido à gravidade das lesões.