Clarice Falcão, de 36 anos, revelou em entrevista recente que sente arrependimento em relação a parte do conteúdo produzido durante sua passagem pelo canal Porta dos Fundos. A declaração ocorreu durante participação no podcast “Por Trás da Porta”, apresentado por João Vicente de Castro. Segundo a artista, que integrou o elenco original entre 2012 e 2015, certas esquetes do grupo de humor “envelheceram mal” diante das mudanças sociais da última década.
Conteúdos datados e desconforto
Durante a conversa, Clarice refletiu sobre como a percepção do público e dos próprios criadores mudou com o tempo. “O tempo passou e tem coisas que ficaram velhas, que envelheceram. Não fomos só nós”, comentou a atriz ao avaliar a trajetória do canal.
Um dos pontos centrais da discussão foi um vídeo gravado com o humorista Gigante Leo, que tem nanismo. Na cena, a personagem de Clarice tentava vendê-lo para um casal enquanto ele estava preso em uma moldura. Ao rever as imagens no podcast, a reação da cantora foi de imediato incômodo.
“Gente, é muito pior do que eu lembrava. Muito, muito pior do que eu lembrava. E olha que eu já lembrava como sendo ruim”, desabafou a artista.

Sugestão de legenda: A atriz Clarice Falcão durante entrevista ao podcast ‘Por Trás da Porta’, onde analisou sua trajetória no humor
Surpresa com processo judicial
O episódio também trouxe à tona os desdobramentos jurídicos de certas produções. João Vicente revelou que o canal chegou a ser processado devido ao conteúdo mencionado por Clarice. A atriz demonstrou surpresa com o fato, mas concordou com a motivação da ação judicial.
Ao ser informada por João Vicente de que o Porta dos Fundos venceu a disputa na Justiça, Clarice reagiu de forma irônica: “Sem razão!”, rebateu, reafirmando sua visão crítica sobre o material produzido na época.
Trajetória e transição artística
Filha do cineasta João Falcão e da escritora Adriana Falcão, Clarice consolidou sua carreira no humor digital antes de focar na música. Após sua saída do Porta dos Fundos em 2015, a artista lançou álbuns de sucesso como “Monomania” e passou a abordar temas como feminismo e comportamento de maneira mais incisiva em seus projetos autorais.
Atualmente, a postura da artista reflete um amadurecimento que busca alinhar seu trabalho às pautas contemporâneas, mantendo um olhar crítico sobre o início da carreira no YouTube.