Ir ao supermercado pesou um pouco menos no bolso dos paulistanos em agosto. A cesta básica teve queda de 2,21% em relação a julho, segundo levantamento do Procon-SP e do Dieese. É a quarta queda seguida desde maio, mas, na comparação com o ano passado, o valor ainda está mais alto: R$ 1.295 em agosto de 2025 contra R$ 1.267 em agosto de 2024.
O que ficou mais barato
Os produtos que costumam pesar bastante na cesta básica deram trégua:
- Carnes de primeira: queda de 3,6%
- Carnes de segunda sem osso: queda de 2,8%
- Frango inteiro: queda de 3,36%
- Ovos brancos: queda de 6,59%
- Batata: despencou 20,7%
- Cebola: queda de 16%
Na prática, isso significa que a batata, encontrada em torno de R$ 3 o quilo, poderia estar custando quase R$ 3,80 antes da queda. Quem compra 2 kg por semana já sente a diferença no fim do mês.
O que ficou mais caro
Nem tudo trouxe alívio. Alguns itens de higiene e alimentos subiram:
- Creme dental: alta de 3,42%
- Absorvente: alta de 2,25%
- Leite em pó integral: alta de 1,3%
- Presunto fatiado e biscoito maisena: altas próximas de 1,4%
São aumentos menores, mas que também pesam quando somados à conta final.
No ano, proteínas ainda pesam
Embora agosto tenha trazido alívio, o acumulado de 12 meses continua pressionando. O destaque é o café em pó de 500 g, encontrado por volta de R$ 30 nos supermercados paulistas, que disparou mais de 70% no período. Isso significa que o pacote, que já estava caro em torno de R$ 30, poderia hoje ultrapassar os R$ 50 em algumas marcas.
As carnes também tiveram forte impacto:
- Carne de segunda sem osso: alta de 24,4% em um ano
- Carne de primeira: alta de 20,2%
Por outro lado, alimentos básicos ajudaram a equilibrar: a batata caiu mais de 55% em 12 meses, a cebola 50%, o arroz 28% e o feijão carioca quase 15%.