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Desenrola 2.0 permitirá uso do FGTS só para quitar dívida total

Programa deve restringir uso do fundo a casos em que saldo cubra 100% do débito
Trabalhador consultando saldo do FGTS no celular para renegociação de dívidas no programa Desenrola 2.0.

O governo federal prepara o lançamento do Desenrola 2.0 com novas regras para renegociação de dívidas. Entre elas, está a permissão para uso do FGTS apenas quando o saldo do trabalhador for suficiente para quitar integralmente o débito.

Uso do FGTS terá limitação

O novo modelo do programa deve permitir que trabalhadores utilizem recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para pagar dívidas em atraso. No entanto, o uso ficará restrito a situações em que o valor disponível cubra toda a pendência.

Na prática, isso significa que o contribuinte não poderá usar o saldo para pagar parte da dívida. Por exemplo, se o débito for de R$ 2 mil e houver saldo suficiente no FGTS, a quitação será possível. Por outro lado, se o valor devido for maior que o disponível, o uso do fundo não será autorizado.

Governo e bancos discutem detalhes

O Ministério da Fazenda confirmou que o uso do FGTS foi analisado do ponto de vista jurídico e deve ser incluído no programa. Ainda assim, o governo mantém negociações com instituições financeiras para ajustar os detalhes da proposta.

O ministro Dario Durigan participa de reuniões com representantes de bancos para definir pontos como taxas de juros e condições de adesão.

Novo teto de juros e descontos

Outra mudança prevista envolve a redução do teto de juros nas dívidas renegociadas, que deve cair para 1,99% ao mês. Além disso, o programa prevê descontos que podem chegar a até 80% sobre o valor total devido.

Para viabilizar os acordos, o governo pretende oferecer garantias às instituições financeiras. Assim, caso o devedor não cumpra o pagamento, o Tesouro poderá cobrir o valor negociado.

Quem poderá participar

O Desenrola 2.0 será direcionado a pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 8.105. O objetivo é ampliar o acesso à renegociação para famílias com maior dificuldade financeira.

Contexto econômico e adesão esperada

O alto nível de endividamento das famílias brasileiras, especialmente entre as de menor renda, motivou a criação do programa. A expectativa é que a nova fase amplie o alcance da iniciativa e facilite a regularização de débitos.


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Autor

  • Luana Gasparetto

    Jornalista e radialista, com experiência em produção de conteúdo multiplataforma, elaboração de pautas, entrevistas e cobertura jornalística, com foco em informação de interesse público, comunicação digital e jornalismo investigativo. É autora do livro-reportagem “Borboletas de Concreto: desvelando as marcas deixadas nos corpos de ex-detentas e suas metamorfoses” e pós-graduanda em Gestão de Rádio e Mídias Audiovisuais.

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