O preço de gasolina voltou a cair nos postos brasileiros pela segunda semana seguida, segundo dados recentes da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Apesar da leve redução, o alívio no bolso ainda é limitado, já que os combustíveis continuam mais caros do que no início do ano.
A pesquisa mais recente aponta que o valor médio do litro passou de R$ 6,77 para R$ 6,75, uma queda de 0,3%. O movimento acompanha a redução também no diesel, mas o cenário geral ainda preocupa por causa da alta acumulada em 2026.
Preço de gasolina tem leve queda, mas segue acima do início do ano
O recuo no preço de gasolina acontece após semanas de pressão causada pelo aumento do petróleo no mercado internacional. Mesmo com a queda recente, o combustível acumula alta de cerca de 7,5% desde o fim de fevereiro.
Veja a evolução dos preços nas últimas semanas:
- Final de fevereiro: R$ 6,28
- Meados de março: R$ 6,65
- Final de março: R$ 6,78
- Abril (última semana): R$ 6,75
Ou seja, apesar da redução recente, o valor ainda está bem acima do registrado antes da crise internacional.
O diesel seguiu o mesmo caminho e caiu para R$ 7,31, mas acumula uma alta ainda mais forte, superior a 21% no período.
O que está por trás das mudanças no preço de gasolina
O principal fator que impacta o preço de gasolina é o cenário externo. A guerra envolvendo o Irã elevou o valor do barril de petróleo e pressionou os custos no mundo todo.
Além disso, a restrição em rotas estratégicas, como o Estreito de Hormuz, afetou a circulação global de petróleo, o que contribuiu diretamente para a alta dos combustíveis.
Para conter os impactos, o governo brasileiro adotou medidas como:
- Redução de tributos sobre o diesel
- Subsídios para suavizar os preços
- Fiscalização mais intensa nos postos
Mesmo assim, os efeitos ainda são sentidos nas bombas.
Gás de cozinha sobe pela quinta semana seguida
Enquanto gasolina e diesel apresentam queda, o gás de cozinha segue na direção oposta.
O botijão de 13 kg subiu de R$ 112,42 para R$ 114,39, acumulando a quinta alta consecutiva. Desde o início da crise, o aumento já passa de 4%.
O movimento preocupa principalmente famílias de baixa renda, já que o gás tem impacto direto no custo de vida.
O que esperar dos combustíveis nas próximas semanas
Apesar da recente queda, o cenário ainda é incerto. O comportamento do petróleo no mercado internacional continuará sendo o principal fator para definir os próximos reajustes.
Se houver estabilidade externa, os preços podem continuar caindo gradualmente. Por outro lado, novas tensões podem provocar novas altas.
Por enquanto, o motorista brasileiro segue atento a cada centavo no posto.