Em julgamento realizado na quarta-feira (10), pela 3ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), a Ponte Preta foi punida com a perda de dois mandos de campo, além de multas que somam R$ 71 mil pela invasão de campo após o título da Série C do Campeonato Brasileiro. Cabe recurso ao clube de Campinas.
O julgamento teve duração de quase três horas e o clube também foi multado por outras ocorrências registradas na final contra o Londrina:
- R$ 10 mil pelo uso de sinalizadores;
- R$ 5 mil pela confusão generalizada após o segundo gol (o Londrina também foi multado no mesmo valor);
- R$ 3 mil pela entrada de crianças acima do limite permitido (35, a autorização era de, no máximo, 22);
- R$ 3 mil por faixa com conteúdo ofensivo ao ex-jogador Neto.

Defesa da Ponte
A defesa da Ponte foi feita pela advogada Talita Garcez, que argumentou ser um episódio atípico, diante da comoção pela conquista do primeiro título nacional do clube em 125 anos de história.
“Peço não apenas o cumprimento da norma fria, mas também um olhar cauteloso diante dessa excepcionalidade. O clube fez tudo o que estava ao seu alcance, com plano de ação aprovado, avisos em telões e no sistema de som, além de publicações oficiais orientando para que os torcedores não invadissem o campo. Peço a absolvição e, subsidiariamente, a aplicação de uma multa em valor razoável, diante da delicada situação financeira do clube”.
Punidos pela confusão generalizada
O processo também julgou atletas envolvidos na confusão após o segundo gol da Macaca, marcado por Elvis, de pênalti, aos 27 minutos do segundo tempo, que paralisou a partida por oito minutos, com as seguintes decisões:
- Danrley Santos (zagueiro da Ponte): suspensão de 5 jogos;
- Lauro (preparador de goleiros da Ponte): suspensão de 2 jogos;
- Kevyn (lateral da Ponte): suspensão de 2 jogos.