O senador e candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, criticou a Medida Provisória que determinou o fim das bets no Brasil e afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “agrediu” clubes de futebol e a segurança jurídica.
“Ele agrediu a segurança jurídica, agrediu os clubes, diversas empresas. Imagina a loja que vende camisa de time pelo Brasil inteiro, tendo que jogar fora o seu estoque, porque na camisa tem a propaganda de uma bet”, disse Flávio.
As declarações ocorreram na última quarta-feira (7), após um encontro com integrantes do Novo. Apesar das críticas, o candidato evitou antecipar como pretende votar a MP no Congresso Nacional.
“Esse é um problema que o Congresso tem que discutir com muita calma, fora da época de eleição”, disse.
Flávio defende bets regulamentadas
Apesar de não revelar seu posicionamento sobre a MP, Flávio sinalizou que pretende manter o funcionamento das empresas de apostas esportivas que cumprem as regras estabelecidas no país.
O candidato defendeu uma diferenciação entre as plataformas regulamentadas e as ilegais. Na avaliação dele, as operações clandestinas devem ser combatidas e fiscalizadas pelo governo.
“Temos que distinguir essa situação. As bets ilegais têm que ser proibidas de verdade…não são fiscalizadas pelo atual governo. O governo tomou o dinheiro dessas empresas (bets reguladas) que pagaram caro para entrar no mercado, para estarem reguladas. E, do nada, o cara dá uma canetada”, disparou.
Flávio também criticou a mudança das regras após as empresas terem realizado investimentos para obter autorização e operar legalmente no Brasil.
“Essa canetada que o Lula dá em uma Medida Provisória, pensando mais uma vez em se perpetuar no poder. Ele toma uma medida populista, a poucos dias da eleição, como se isso fosse ser revertido em votos para ele (mas) o efeito foi o contrário”, declarou.
MP das bets
Lula assinou a Medida Provisória em 25 de setembro. O texto determinou o fim das autorizações para empresas de apostas de quota fixa e estabeleceu prazos para a retirada de publicidade e patrocínios relacionados ao setor.
A decisão provocou reação de clubes e entidades ligadas ao futebol. Equipes das Séries A e B chegaram a recorrer ao Supremo Tribunal Federal para questionar os efeitos da medida e pedir um período de transição para os contratos já firmados.
O tema também ganhou espaço durante a retomada do Campeonato Brasileiro. Na rodada desta semana, mensagens questionando a proibição das apostas foram exibidas em espaços publicitários de estádios, em uma ação organizada por entidades do setor.





