O presidente do São Paulo, Julio Casares, foi destituído do cargo após a aprovação de seu impeachment pelo Conselho Deliberativo do clube em votação realizada na noite de sexta-feira (16).
Ao todo, 188 dos 223 conselheiros presentes votaram a favor do impeachment, ultrapassando o mínimo necessário para a aprovação da destituição. Outros 45 se posicionaram contra e dois votos foram em branco.
Acusação contra Casares
A sessão extraordinária ocorreu no Morumbis e decidiu pelo afastamento imediato de Casares, que enfrentava uma série de acusações ligadas à sua gestão no clube.
Entre os pontos levantados pelos conselheiros estiveram supostas movimentações financeiras atípicas, acordos questionáveis na administração das finanças e denúncias envolvendo a comercialização de camarotes no estádio.
Quem assume o São Paulo?
Com o impeachment aprovado, o vice-presidente Harry Massis Júnior assume interinamente a presidência do São Paulo até que uma Assembleia Geral de Sócios seja convocada. Nessa assembleia, os sócios votarão para confirmar ou rejeitar a destituição, o que pode tornar a decisão final definitiva.
“O que posso dizer com clareza é que o clube vai continuar competindo e honrando sua camisa e sua história. A presidência que começa hoje tem um compromisso simples e firme: cuidar do clube, proteger a instituição e agir com responsabilidade e transparência. Não é hora de julgamento precipitados nem de discurso vazio”, afirmou Massis, após o anúncio do resultado da votação.

Torcida protesta contra Casares
Torcidas organizadas do São Paulo também marcaram presença no entorno do Morumbis para pedir a saída do presidente.
Membros da torcida organizada Independente protestaram contra a gestão de Casares. Além disso, um caixão com a foto do ex-presidente do São Paulo também foi levado pelos torcedores para o protesto.
