Dois homens que realizavam gravações durante o lançamento da pré-candidatura de Guilherme Derrite (PP) ao Senado foram retirados por seguranças nesta sexta-feira (15). O episódio aconteceu em um hotel em Campinas (SP), momentos antes do discurso do senador Flávio Bolsonaro (PP).
Os homens foram identificados como André Cardoso e Gabriel Sesonelli. Ambos portavam pulseiras de imprensa e se apresentaram como membros de um canal de direita nas redes sociais, que conta com 34,6 mil inscritos no YouTube.
Segundo André, a retirada ocorreu após parte da plateia os chamar de “petistas” devido a críticas feitas por eles a Flávio Bolsonaro e ao governador Tarcísio de Freitas. “Eles nos acusaram de ser de esquerda, de ser petista, só que nós somos de direita, porém não somos bolsonaristas”, declarou.
▶️ Seguranças retiram homens à força de evento com Flávio Bolsonaro em SP pic.twitter.com/ve5Ap8mEIz
— Metrópoles (@Metropoles) May 16, 2026
Presença de lideranças políticas no palco
O evento contou com a participação de diversas lideranças políticas aliadas. Além de Flávio Bolsonaro, subiram ao palco o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), os senadores Sergio Moro e Rogério Marinho, e o deputado federal Maurício Neves.
Durante o seu discurso, Sergio Moro rebateu críticas direcionadas ao grupo político. “Podem falar o que eles quiserem, podem tentar inverter as narrativas, podem falar um monte de bobagem. O escândalo do Banco Master é um escândalo do governo do PT”, afirmou o senador.
Por outro lado, o presidente nacional do Progressistas, senador Ciro Nogueira (PI), não compareceu ao lançamento da pré-candidatura de Derrite. O parlamentar é investigado na nova fase da Operação Compliance Zero.
Flávio Bolsonaro admite omissão sobre conversas com banqueiro
O evento em Campinas ocorreu em meio a repercussões sobre mensagens vazadas envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Reportagens recentes revelaram áudios e textos onde o senador chama o banqueiro de “irmão” e solicita recursos para o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A Polícia Federal investiga se os repasses, estimados em R$ 61 milhões, teriam sido utilizados para custear despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
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Em declarações recentes à imprensa, o senador admitiu ter omitido o contato com o empresário anteriormente. Flávio justificou a postura apontando a existência de uma cláusula de confidencialidade no contrato de financiamento do projeto audiovisual.
“Eu não falei que era mentira. Tenho contrato de confidencialidade. Estou falando disso agora porque veio à tona, não tem mais como negar”, explicou o parlamentar, completando que mentiu em declarações anteriores para não gerar multas ou expor investidores.
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O senador reiterou que a relação com Vorcaro limitava-se ao projeto do filme e negou qualquer tipo de irregularidade na movimentação financeira da produção.
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Resposta às críticas de Romeu Zema
O pré-candidato também aproveitou o momento para responder às críticas feitas pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que também concorre à Presidência. Zema havia classificado a cobrança de valores a Vorcaro como “imperdoável” e comparado a prática às gestões do PT.
Flávio rebateu a declaração afirmando que o governador mineiro agiu de forma precipitada. “Ele se precipitou. Ele me conhece, sabe que não tem nada de errado. Ele foi induzido a erro no afã de querer ser o primeiro a falar alguma coisa”, disse o senador nesta sexta-feira.
“Ele foi precipitado.”
— Brasil Paralelo (@brasilparalelo) May 15, 2026
Em resposta à crítica de Zema, Flávio Bolsonaro disse que o ex-governador "foi precipitado" e que merecia pelo menos "o benefício da dúvida".
O senador revelou ter tentado ligar para Zema e afirmou que, após seus esclarecimentos, "todo mundo com quem… pic.twitter.com/zjwwNLyZkd