O ex-presidente Jair Bolsonaro não precisa ser transferido para um hospital, segundo o laudo pericial da Polícia Federal, divulgado nesta sexta-feira (6) após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do STF. O documento recomenda, entretanto, que os cuidados de saúde do ex-presidente sejam reforçados enquanto ele cumpre pena na unidade conhecida como Papudinha, em Brasília.
Condições de saúde
O exame, realizado em 20 de janeiro, identificou sete comorbidades crônicas, incluindo hipertensão, apneia do sono grave, obesidade, aterosclerose, doença do refluxo gastroesofágico, queratose actínica e aderências intra-abdominais. Segundo os médicos da PF, essas condições não justificam hospitalização imediata, mas exigem monitoramento especializado para evitar complicações, sobretudo cardiovasculares (Agência Brasil, 6/02/2026).
Durante a avaliação, os peritos constataram que Bolsonaro não apresenta sinais de depressão ou outras doenças graves e que, emocionalmente, demonstra apenas sinais leves de abatimento.
Recomendações médicas
O laudo sugere quatro medidas principais para otimizar os cuidados de saúde do ex-presidente na Papudinha:
- Monitoramento e segurança: instalação de grades de apoio e dispositivos de emergência, além de acompanhamento contínuo nas áreas comuns da unidade.
- Acompanhamento nutricional: avaliação e dieta personalizada conforme as comorbidades.
- Exercícios físicos: prática regular de atividades aeróbicas e de resistência, respeitando os limites clínicos.
- Fisioterapia: manutenção de força muscular e equilíbrio postural.
Próximos passos
Após a divulgação do laudo, Moraes deu cinco dias para que a defesa e a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestem. Em seguida, o ministro deve decidir sobre os pedidos da defesa para concessão de prisão domiciliar por razões humanitárias, considerando idade e condições de saúde de Bolsonaro.
Créditos
Conteúdo baseado em informações da Agência Brasil, repórter Felipe Pontes (6/02/2026). Matéria produzida de forma original e com reescrita completa.