A Marinha do Brasil inicia na segunda-feira (9) a Operação Tridente III, exercício que simula ameaças a cabos submarinos de fibra óptica e outras estruturas estratégicas. As atividades serão realizadas até quinta-feira (12), nas regiões de Santos e Praia Grande, no litoral de São Paulo.
A abertura oficial será às 11h, durante uma coletiva de imprensa a bordo do Navio de Socorro Submarino (NSS) Guillobel, em Santos. O encontro é organizado pelo Comando do 8º Distrito Naval e contará com a presença do ministro das Comunicações e de representantes de instituições brasileiras e estrangeiras.
Durante a coletiva, a Marinha apresentará os objetivos da operação e as estratégias de prevenção e resposta a possíveis ameaças à infraestrutura digital brasileira.
Baixada Santista é estratégica
Em nota, a Marinha informou que a região foi escolhida devido a sua importância para as telecomunicações internacionais. A Baixada Santista concentra pontos de conexão de cabos submarinos de fibra óptica, responsáveis pela transmissão de dados entre países e continentes.
Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), cerca de 99% do tráfego internacional de dados do Brasil passa por essas estruturas. Elas são fundamentais para serviços como acesso à internet, transações financeiras, comunicações governamentais e operações empresariais.
Por isso, a proteção dos cabos depende da atuação conjunta de órgãos públicos e empresas privadas.
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Operação vai simular ameaças
Nesta terceira edição, o exercício terá mais instituições participantes e cenários mais complexos. Serão simuladas ameaças nos ambientes marítimo, terrestre e cibernético, com ações de vigilância, reconhecimento e proteção de instalações críticas.
A Marinha empregará cerca de 20 meios navais e de Fuzileiros Navais, incluindo o NSS Guillobel (K120). A Força Aérea Brasileira (FAB) participará com a aeronave de patrulha marítima P-95. Também serão utilizados satélites do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE).
O exercício reúne instituições públicas e privadas, entre elas:
⚓Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI);
⚓Ministério das Comunicações;
⚓Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel);
⚓Comitê Brasileiro de Proteção de Cabos Submarinos (CBPC);
⚓Coordenação da Área Marítima do Atlântico Sul (CAMAS);
⚓Instituto Brasileiro de Telecomunicações e Soluções Digitais (IBTD);
⚓Representantes da iniciativa privada.

Novos participantes
Entre as novidades desta edição está a participação inédita do Esquadrão de Guerra Cibernética da Marinha (EsqdGCiber) e da Brasil Terminal Portuário (BTP).
O esquadrão atuará na proteção dos sistemas digitais e operacionais ligados às redes de telecomunicações e às infraestruturas críticas.
Já a participação da BTP amplia a integração com o setor portuário, que depende de sistemas digitais para controlar a movimentação de contêineres, as operações de carga e descarga, os acessos e a logística.





