A brasileira Karin Rachel Aranha Toledo voltou a enfrentar mais uma frustração na tentativa de recuperar o filho Adam, levado para o Egito pelo pai sem autorização em 2022. A terceira tentativa de localizar a criança, realizada em maio deste ano, terminou sem sucesso e prolongou uma disputa internacional que já se aproxima de quatro anos.
O caso, acompanhado pelo VTV News desde as decisões judiciais que determinaram a prisão do pai e concederam a guarda à mãe, ganhou um novo capítulo após a mais recente operação para encontrar o menino não resultar em seu resgate.
Nova busca terminou sem localizar a criança
Segundo Karin, as autoridades cumpriram mandados de busca em 12 de maio, mas novamente não encontraram Adam. A brasileira afirma que, antes das diligências, os responsáveis retiram qualquer indício da presença do menino nos imóveis investigados.
De acordo com ela, a situação se repete desde que a Justiça egípcia reconheceu, em novembro de 2025, seu direito à guarda da criança.
Decisões favoráveis ainda não foram cumpridas
Conforme mostrado anteriormente pelo VTV News, a Justiça Federal brasileira decretou a prisão preventiva do pai em 2023, e o nome dele passou a integrar a lista de procurados da Interpol. Já no Egito, a Corte de Apelações do Cairo concedeu a guarda do menino à mãe.
Posteriormente, a Justiça egípcia também determinou a prisão do pai e da avó paterna por descumprimento da ordem judicial. Apesar disso, Adam continua sem ser localizado.
Segundo Karin, ela já gastou mais de US$ 10 mil em honorários advocatícios e afirma que esgotou todos os recursos disponíveis para tentar reencontrar o filho.
Ameaças levaram brasileira a deixar o Egito
Além da batalha judicial, a campineira relata ter passado a receber ameaças. Em algumas mensagens, segundo ela, interlocutores afirmavam que jamais voltaria a ver o filho.
Por questões de segurança, Karin recebeu apoio da instituição Revibra e foi levada para a Bélgica, onde permanece temporariamente.
Após quase quatro anos sem contato com Adam, ela descreve um cenário de desgaste emocional e sentimento de impotência.
Falta de acordo internacional dificulta cumprimento das decisões
Um dos principais obstáculos para a resolução do caso é o fato de o Egito não integrar a Convenção de Haia sobre Subtração Internacional de Crianças, tratado que estabelece mecanismos para o retorno de menores levados ilegalmente para outro país.
Diante disso, a atuação do governo brasileiro ocorre por meio de assistência consular e negociações diplomáticas conduzidas pelo Itamaraty, que, no entanto, não possui poder para executar decisões judiciais em território estrangeiro.
Enquanto a disputa segue sem solução, Karin mantém a esperança de voltar a abraçar o filho.
“Eu só quero o mínimo: ter o meu filho de volta”, afirmou.