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Diddy é condenado por transporte para fins de prostituição, mas absolvido das acusações mais graves

Diddy foi considerado culpado em dois episódios envolvendo suas ex-namoradas Cassie Ventura e uma testemunha identificada como “Jane”.
P. Diddy condenado (Foto: Reprodução / SBT News)

O rapper e empresário Sean “Diddy” Combs foi condenado por duas acusações de transporte com fins de prostituição, mas absolvido das imputações mais severas, como tráfico sexual e conspiração para extorsão. O veredito foi anunciado na manhã desta quarta-feira (2), em Nova York, após quase dois meses de julgamento. As informações foram confirmadas pela Agência Reuters.

Segundo o júri, composto por oito homens e quatro mulheres, Diddy foi considerado culpado em dois episódios envolvendo suas ex-namoradas Cassie Ventura e uma testemunha identificada como “Jane”. A sentença ainda não foi divulgada, mas as penas para esses crimes podem alcançar até 20 anos de prisão. As demais acusações, que incluíam tráfico sexual mediante coerção e atuação em organização criminosa, foram rejeitadas.

Condenações e absolvições

Diddy foi inocentado da acusação de conspiração para extorsão — crime que poderia levá-lo à prisão perpétua — e de duas acusações de tráfico sexual por coerção, envolvendo as duas vítimas mencionadas. No entanto, foi condenado nos dois casos de transporte para fins de prostituição.

A defesa celebrou o resultado como uma “vitória parcial”, e solicitou a libertação do artista, preso preventivamente desde setembro de 2024. A promotoria, por sua vez, reiterou a gravidade dos fatos reconhecidos e destacou a força das vítimas, sobretudo Cassie, que prestou depoimento durante quatro dias.

Acusações e depoimentos

O processo descreve que, entre 2004 e 2024, Diddy teria usado sua posição como magnata da música para coagir mulheres e encobrir práticas abusivas. O material reunido inclui vídeos, fotos e relatos que indicariam uso de violência, coerção e abuso psicológico sistemático.

Cassie Ventura afirmou que Diddy controlava integralmente sua rotina durante o relacionamento, incluindo moradia, comunicação e finanças. Relatou agressões físicas, estupro e episódios traumáticos que, segundo ela, levaram a pensamentos suicidas. Já “Jane” afirmou que foi pressionada a manter relações sexuais com terceiros enquanto era observada por Diddy.

A promotora Christy Slavik, em sua fala final, afirmou que o réu “usou poder, violência e medo para conseguir o que queria” e acreditava estar acima da lei por sua posição social e influência cultural.

Atuação no tribunal e repercussão

Diddy compareceu ao tribunal usando suéter amarelo e camisa branca. Manteve a cabeça baixa durante a maior parte da sessão e não quis prestar depoimento. Ao ouvir a absolvição na acusação de extorsão, colocou as mãos no rosto, demonstrando alívio.

Na plateia, estavam sua mãe e filhos. O advogado Brian Steele o acompanhava de perto e segurou sua mão antes da leitura dos vereditos. O juiz Arun Subramanian agradeceu aos jurados pelo “sacrifício cívico” e disse que a atuação do júri “deve dar esperança a todos”.

Reações e próximos passos

O advogado de Cassie, Douglas Wigdor, elogiou a cliente por apresentar a denúncia que desencadeou o processo federal. Segundo ele, a decisão marca um precedente relevante para vítimas que enfrentam o poder e a influência de figuras públicas.

A defesa de Diddy negou todas as acusações e afirmou que o processo distorceu seu estilo de vida e uso recreativo de substâncias. O advogado Marc Agnifilo questionou a validade das acusações e declarou que o julgamento não tratava de crimes, mas de disputas financeiras.

As sanções definitivas serão conhecidas nas próximas semanas. Caso as penas máximas sejam aplicadas, Diddy pode cumprir até 20 anos de reclusão pelas duas condenações.


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Autor

  • Iago Yoshimi Seo

    Jornalista formado em junho de 2025, atuando desde 2023 com foco em reportagens de profundidade, gestão de projetos, fotografia e pesquisa. Autor de obra sobre temas sociais e políticos, com análise crítica da democracia e da sociedade.

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