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Groelândia, Macron de óculos e sem Lula; confira o Fórum Econômico Mundial

Sem Lula em Davos, único representante do governo brasileiro é Esther Dweck; Macron critica “ambições imperialistas” de Trump
Vista panorâmica da cidade de Davos coberta de neve durante a realização do Fórum Econômico Mundial.

Neste ano, o Fórum Econômico Mundial reúne mais de 3 mil delegados de 130 países, incluindo 64 chefes de Estado e de governo, sob o tema “Um Espírito de Diálogo”.

Os debates estão organizados em torno de três eixos principais: cooperação em meio a tensões geopolíticas, novas fontes de crescimento econômico e prosperidade sustentável dentro dos limites ambientais do planeta. Entretanto, o foco dos debates esse ano estão sendo marcados por questões geopolíticas em torno da Groelândia.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, pediu que os países europeus “mantenham a mente aberta” diante da intenção do presidente Donald Trump de assumir o controle da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, e orientou os aliados a evitarem qualquer tipo de retaliação. O alerta foi feito nesta terça-feira (20), durante coletiva de imprensa no Fórum Econômico Mundial, que ocorre até sexta-feira (23), em Davos, na Suíça.

As declarações foram dadas no momento em que os Estados Unidos enfrentam uma nova onda de críticas no cenário internacional, após o anúncio da aplicação de tarifas de 10% a oito países europeus a partir de 1º de fevereiro de 2026.

“Digo a todos: acalmem-se. Respirem fundo. Não revidem. O presidente estará aqui amanhã e transmitirá sua mensagem”, afirmou Bessent, sinalizando que Trump deve abordar diretamente o tema com outros chefes de Estado.

A reação da União Europeia tem sido de reforço à soberania dinamarquesa sobre a Groenlândia, mas a Casa Branca tenta atenuar os efeitos do embate. Segundo o Tesouro americano, Washington ainda está comprometido com o diálogo multilateral, apesar das medidas unilaterais anunciadas.

Brasil com baixa representação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva optou por não comparecer à edição deste ano do fórum. Em ano eleitoral e com foco na agenda doméstica, Lula priorizou compromissos no Brasil e não enviou uma comitiva de alto escalão. Entre os ausentes estão o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

A única integrante do governo federal presente em Davos é a ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, que participa de reuniões paralelas. Na segunda-feira (19), Lula permaneceu em Brasília e, nesta terça, viajou ao Rio Grande do Sul para a entrega de unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida e outras agendas no Porto do Rio Grande.

Ministra Esther Dweck sorrindo em foto oficial, representando o Brasil no Fórum Econômico Mundial.
Ministra da Gestão, Esther Dweck (Foto: Reprodução / MGI)

No ano passado, o petista também não participou do encontro e foi representado pelo ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia). Apesar da ausência em Davos, Lula teve presença destacada em outros fóruns internacionais recentes, como a Cúpula do G20 na África do Sul e a COP30, em Belém (PA).

Macron critica imperialismo e “mundo sem regras”

Durante seu discurso nesta terça-feira, o presidente da França, Emmanuel Macron, que apareceu com óculos escuros devido a uma condição ocular, criticou o que chamou de ressurgimento de ambições imperialistas no cenário internacional.

“O conflito se tornou normalizado, híbrido, expandindo-se para novos domínios: espaço, digital, informação, ciberespaço, comércio. É também uma mudança em direção a um mundo sem regras, onde o direito internacional é pisoteado e onde a única lei que parece importar é a do mais forte”, afirmou o mandatário francês.


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Autor

  • Iago Yoshimi Seo

    Jornalista formado em junho de 2025, atuando desde 2023 com foco em reportagens de profundidade, gestão de projetos, fotografia e pesquisa. Autor de obra sobre temas sociais e políticos, com análise crítica da democracia e da sociedade.

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