Indicação visual de conteúdo ao vivo no site
Indicação visual de conteúdo ao vivo

Greve geral pode ser o caos em Portugal

Greve geral está programada para a próxima quarta-feira, dia 3 de junho, promete parar o país de norte a sul
Passageiros aguardando em longas filas no terminal do Aeroporto de Lisboa, ilustrando o caos organizacional e a espera de seis horas mencionada no artigo.

Quem imagina que Portugal é um dos poucos países europeus que vive uma estabilidade política e financeira capaz de causar inveja a tantos outros, em meio a uma Europa conturbada por conflitos espalhados aqui e ali, engana-se redondamente. Pelo menos, essa é a situação que Portugal irá enfrentar nas próximas semanas.

Se a greve geral programada para a próxima quarta-feira, dia 3 de junho, promete parar o país de norte a sul e afetar a maioria dos serviços públicos nacionais, as filas de espera de mais de seis horas no aeroporto de Lisboa deixam o governo do primeiro-ministro Luis Montenegro em estado de alerta.

Não é de hoje que as filas de espera — tanto para entrar quanto para sair de Portugal — no aeroporto de Lisboa são longas e chamam a atenção de locais e estrangeiros. Mas o que era um problema de dimensões e aborrecimentos nacionais tomou uma proporção mundial com o vídeo da jornalista americana Clarissa Ward, da CNN, que mostrou o tamanho inacreditável da fila erelatou que teve de esperar seis horas para sair do país, além de perder seu voo de conexão.

Para piorar o que já era ruim, a proximidade do verão e a Semana do Brasil em Portugal, que começou ontem, dia 27 de maio, e vai até 3 de junho, prometem afugentar muitos turistas e participantes. Afinal, quem, em sã consciência, quer arriscar ficar confinado dentro de um aeroporto, por melhores que sejam as benesses turísticas de um país ou de uma palestra?

Se o vídeo de Ward denunciou e expôs as fragilidades de um país à beira do caos e que depende muito das receitas advindas do turismo para pagar as suas contas públicas (20% do PIB vem do turismo), as desculpas de sempre e as soluções mágicas vêm de todos os lados.

Para começar, o governo relativiza o problema, dizendo que ele não é exclusivamente de Portugal, mas praticamente de todos os países europeus, por conta da adoção do novo sistema de entrada e saída na Europa, que entrou em funcionamento no Espaço Schengen a partir de 10 de abril deste ano.

O novo sistema substitui o carimbo físico nos passaportes por um registo digital e biométrico e é aplicado a viajantes de fora da União Europeia (incluindo brasileiros e outros cidadãos de países terceiros isentos de visto).

A coluna de maio sobre a implementação do novo sistema de registro digital e biométrico no Espaço Schengen.

Se o vexame organizacional atravessou fronteiras, a pressão das companhias aéreas faz a sua parte e aperta o governo fazendo com que ele já admita suspender a biometria prevista nos próximos dias, caso o caos não se resolva ou, pelo menos, seja reduzido substancialmente.

Enquanto a prioridade é reduzir o tempo de espera nas filas do aeroporto de Lisboa, o fantasma da greve geral faz com que o país entre num caldeirão de ansiedade e medo nunca visto. Pelo que dizem os grevistas nacionais, a greve será geral, com uma adesão de praticamente 90%. Ou seja: terra — ou melhor, caos — à vista.


Continua após a publicidade

Autor

  • Paulo Visani Rossi

    Paulo Visani Rossi é advogado especializado em Direito Autoral e assessor de imprensa, atua como consultor de marketing na Europa e vive há 9 anos em Portugal

VEJA TAMBÉM

Palácio do Planalto | Marcos Oliveira/Agência Senado

Contas públicas, trabalho e economia: compare as propostas de Lula e Flávio Bolsonaro

Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira aparece com semblante sério durante treino do Brasil.

Quem deve ir? CBF divulga a data da última convocação do ano de Ancelotti

Mulher realiza limpeza em área de condomínio, com destaque para torneira pingando e sistema de portaria virtual.

Papo de Síndico esclarece dúvidas sobre diaristas, vazamentos e portaria virtual

Imagem em composição mostra dois homens em situações diferentes: Jair Bolsonaro com camiseta amarela segurando um microfone em ambiente de palco, e Adolfo Sachsida de terno falando ao microfone em evento.

Quem é Sachsida, cotado para o Ministério da Fazenda de Flávio Bolsonaro

Gostaria de receber as informações da região no seu e-mail?

Preencha seus dados para receber toda sexta-feira de manhã o resumo de notícias.