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Paramount faz nova oferta bilionária pela WBD e tenta barrar a compra da Netflix

Proposta prevê pagamentos trimestrais a acionistas, acerto da multa rescisória e reacende disputa bilionária no mercado de streaming
Warner Bros reabre negociação com Paramount e pressiona Netflix

Persistente, a Paramount não hesitou e fez uma nova proposta para fechar o acordo de compra da Warner Bros. Discovery (WBD) e impedir a aquisição pela Netflix. De acordo com a Variety, a proposta prevê o pagamento de US$ 650 milhões (US$ 0,25 por ação) aos acionistas da Warner por cada trimestre sem que a venda seja concluída. O valor pode chegar a US$ 1,3 bilhão após seis meses e US$ 2,6 bilhões após um ano.

A taxa adicional oferecida pela Paramount reflete a confiança do CEO David Ellison e sua equipe de que o acordo de compra e venda com a WBD terá um caminho mais tranquilo para aprovação regulatória do que a fusão com a Netflix.

Multa rescisória bilionária

Além de todos os valores adicionais, segundo o site, a Paramount também afirmou que pagará a multa rescisória de US$ 2,8 bilhões devido à Netflix com o término do contrato, caso os acionistas da Warner aceitem a oferta de US$ 30 por ação pela totalidade da empresa.

Proposta da Netflix

A proposta feita pelo serviço de streaming da Netflix em 2025 foi considerado um dos maiores negócios do ramo do entretenimento, reunindo dinheiro e ações de mercado. A combinação resulta na avaliação da WBD em US$ 27,75 por ação, quase US$ 83 bilhões em valor empresarial e US$ 72 bilhões em valor de mercado.

Protestos do setor

Logo da Warner Bros. Pictures
Paramount e Netflix protagonizam briga de gigantes pela Warner. (Reprodução/YouTube)

A Warner é conhecida pelas empresas presentes no entretenimento, filmes, séries e canais de TV, como DC Studios, New Line Cinema, Warner Bros, HBO, CNN, Cartoon Network, Discovery Channel, entre outros.

Com isso, a Paramount, outras empresas e alguns sindicatos, se manifestaram contra a venda da Warner para a Netflix, alegando que se o serviço de streaming detiver a WBD, uma de suas maiores concorrentes, terá um monopólio virtual por assinatura em diversos mercados.

À época do anúncio do acordo de compra no início de dezembro de 2025, a Writers Guild of America (WGA), sindicato dos roteiristas de Hollywood, criticou a venda e afirmou que a fusão entre as duas empresas precisava ser bloqueada.

“A maior empresa de streaming do mundo absorvendo uma de suas maiores concorrentes é exatamente o que as leis antitruste foram criadas para impedir. O resultado seria a eliminação de empregos, a redução dos salários, o agravamento das condições de trabalho para todos os profissionais do entretenimento, o aumento dos preços para os consumidores e a redução da quantidade e da diversidade de conteúdo disponível para todos os espectadores. Os trabalhadores do setor, assim como o público em geral, já sofrem com o controle rígido exercido por poucas e poderosas empresas sobre o que os consumidores podem assistir na televisão, nos serviços de streaming e nos cinemas”, expressou a WGA, em nota.


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Autor

  • Rayssa de Souza

    Estudante de Jornalismo com previsão de conclusão do curso em 2026. Desenvolveu uma iniciação científica na área de comunicação e direitos humanos, com ênfase na violência contra jornalistas brasileiros durante o governo Bolsonaro. Como estagiária no portal, alia o aprendizado acadêmico à prática do jornalismo digital, sempre com olhar atento para temas sociais e de relevância pública.

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