A Netflix anunciou na última sexta-feira (5) um acordo de compra da empresa de mídia e entretenimento Warner Bros. Discovery e a negociação está avaliada em mais de US$ 70 bilhões. Porém, a gigante do streaming Paramount que apresenta desde setembro várias ofertas para comprar a Warner, fez uma proposta de US$ 108,4 bilhões e trava uma guerra para adquirir totalidade nos direitos dos filmes e séries da empresa. A oferta acontece de forma hostil, onde não há apoio da diretoria e o comprador leva a proposta até os acionistas com um preço elevado.
Confiante da conclusão da compra, a Netflix enviou em e-mail aos assinantes neste final de semana explicando que por enquanto não haverá mudanças na plataforma e que os serviços de streaming irão funcionar paralelamente. Porém, ainda não foi definido quem realmente comprará o conglomerado de empresas.
A WB é conhecida no setor pelas empresas de entretenimento, filmes e séries e canais de televisão, como a DC Studios, New Line Cinema, Warner Bros, HBO, CNN, Cartoon Network, Discovery Channel e entre outros. Quem ganhar a disputa se tornará uma das maiores empresas de entretenimento e audiovisual do mundo e terá impacto direto no setor.
Setor artístico está em protesto
O anuncio está causando reações negativas entre a comunidade artística, que já vinha protestando contra a falta de legislação e estabilidade no setor. O Sindicato dos Roteiristas de Hollywood, a Writers Guild of America (WGA) também criticou a venda da WB para a Netflix e pontuou que a fusão entre as empresas precisa ser bloqueada.
“A maior empresa de streaming do mundo absorvendo uma de suas maiores concorrentes é exatamente o que as leis antitruste foram criadas para impedir. O resultado seria a eliminação de empregos, a redução dos salários, o agravamento das condições de trabalho para todos os profissionais do entretenimento, o aumento dos preços para os consumidores e a redução da quantidade e da diversidade de conteúdo disponível para todos os espectadores. Os trabalhadores do setor, assim como o público em geral, já sofrem com o controle rígido exercido por poucas e poderosas empresas sobre o que os consumidores podem assistir na televisão, nos serviços de streaming e nos cinemas”, diz em nota a WGA.